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Grécia e temor de desaceleração global mantêm cautela nos mercados

25 de maio de 2011 | 10h00

A situação delicada da Grécia e os sinais de desaceleração econômica global mantêm a cautela entre os investidores internacionais. Maio vai se confirmando como um mês de ajustes e aversão ao risco nas praças financeiras, após meses de insensibilidade com os diversos choques em curso.

“Uma manifestação mais ampla dos estresses na zona do euro está cada vez mais mudando o foco dos mercados de (busca de maiores) retornos para a preservação de capital”, diz Lena Komileva, estrategista global da corretora Brown Brothers Harriman.

Os investidores acompanham com ansiedade as negociações sobre uma nova ajuda para a Grécia, em meio aos temores de reestruturação da dívida. Analistas enxergam forte risco de contágio da turbulência para outras economias da região que até então conseguiam isolamento, como Espanha e Itália.

Ontem, o líder do Nova Democracia, principal partido de oposição da Grécia, Antonis Samaras, rejeitou as novas medidas para reduzir o déficit orçamentário e criticou o governo por seguir uma política mal orientada de reforma fiscal e econômica. Medidas de austeridades adicionais são condicionantes para um novo pacote de socorro por parte da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional.

Enquanto isso, prosseguem os debates para a escolha do novo líder do Fundo Monetário Internacional (FMI). Os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) divulgaram comunicado ontem pedindo que o Fundo abandone a política de indicar um europeu para o cargo. “A convenção segundo a qual a seleção do diretor-gerente é feita, na prática, tendo como base a nacionalidade, prejudica a legitimidade do fundo”, diz o documento das maiores economias emergentes do mundo.

Mas, os europeus se coordenam rapidamente para não perder poder, especialmente neste momento de crise. Acaba de ser anunciada a candidatura da ministra de Finanças da França, Christine Lagarde, para o cargo de diretor-gerente do FMI. Ela disse que recebeu apoio de diversos países e que visitará membros do Fundo nas próximas semanas.

Além da crise de dívida soberana na zona do euro, surgem preocupações com a economia global, diante da tendência de desaceleração. O bom desempenho da economia da Alemanha não apagou os temores construídos a partir de diversos dados negativos divulgados recentemente em várias regiões.

Hoje, as dúvidas são reforçadas pela queda de 12,5% nas exportações do Japão em abril, na comparação com o mesmo período do ano passado. Com as interrupções na cadeia de produção, as vendas externas de veículos bateram o piso de 214,437 mil unidades.

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