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Investidores tentam respirar, mas clima segue frágil no exterior

24 de maio de 2011 | 10h00

Os investidores internacionais tentam se recompor da rajada de aversão ao risco que tomou conta dos negócios ontem. Mas o clima nos mercados segue frágil em meio à crise de dívida soberana na Europa. A delicada situação da Grécia cria um cenário de instabilidade que se amplia pelo bloco.

A ocorrência de um default grego é agora vista apenas como uma questão de tempo. “A pergunta não é mais se (haverá default), é quando”, disse Wilber Colmerauer, sócio da consultoria Brazil Funding.

Nesse ambiente de ansiedade, o radar de preocupações vai se ampliando. Até mesmo economias que estavam relativamente isoladas da turbulência passaram para a lista principal de riscos, caso da Espanha e da Itália. A derrota do primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero nas eleições locais espanholas no final de semana e o alerta emitido pela Standard & Poor’s sobre o rating italiano colocaram mais lenha na fogueira europeia. Não bastasse, a Fitch revisou ontem a perspectiva da nota da Bélgica de estável para negativa.

As avaliações mais negativas das agências continuam fazendo estragos no exterior hoje. A Moody´s colocou 14 bancos britânicos em observação negativa, abrindo a possibilidade de rebaixamento. Entre eles, estão o Lloyds Banking Group e o Royal Bank of Scotland, que passaram para as mãos do governo após a crise financeira global de 2008 – as ações das instituições reagiram em queda na abertura da Bolsa de Londres. A Moody’s já havia anunciado sua intenção de avaliar os bancos britânicos com base na perspectiva de menor suporte do governo a partir de agora.

Enquanto a análise sobre a Europa se deteriora rapidamente, o Brasil continua bem avaliado: a S&P elevou a perspectiva do rating nacional de estável para positiva, ontem à noite. Só que os fundamentos econômicos não isolam o País da atual turbulência dos mercados financeiros – tanto que a BM&FBovespa continua sofrendo com a falta de interesse dos investidores.

Depois de atingir o pico em abril, os mercados internacionais entraram em correção em maio, um mês tipicamente volátil. Até então, a nada desprezível lista de riscos estava sendo totalmente ignorada. Os investidores passaram por cima do terremoto no Japão, que jogou o país de volta à recessão, e da guerra na Líbia.

Agora, como o clima mudou, diversos motivos são apresentados para justificar a atual tendência negativa das praças financeiras. A possibilidade de default da Grécia acontece diante de um vácuo de liderança no Fundo Monetário Internacional (FMI), após a renúncia de Dominique Strauss-Kahn. As autoridades europeias são novamente acusadas de falta de coordenação, embora tenham já resgatado três países.

Outro ponto de tensão é o debate no Congresso dos Estados Unidos sobre a ampliação do teto do endividamento do país, o que precisa ser feito até agosto. “As autoridades norte-americanas parecem determinadas a passar a legislação sobre o aumento do teto da dívida no último minuto em agosto, deixando os mercados desnecessariamente agitados”, avalia Lee Hardman, estrategista do Bank of Tokyo-Mitsubishi.

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