Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Mega IPOS roubam a cena e estimulam mercados no exterior

19 de maio de 2011 | 09h57

Duas estreias de peso no mercado de ações roubam a cena no exterior hoje. A gigante suíça de commodities Glencore protagoniza a maior oferta inicial de ações (IPO) da história da Bolsa de Londres. Nos Estados Unidos, o site de relacionamento profissional LinkedIn chega à Bolsa de Nova York com tanto sucesso que já desperta temores de uma nova bolha de internet.

O mundo corporativo encobre as crises na Europa, nesta quinta-feira de agenda fraca, e permite o segundo dia seguido de recuperação das praças internacionais. Entretanto, os problemas com a Grécia e o escândalo no Fundo Monetário Internacional (FMI) seguem como pano de fundo. Ao renunciar ao cargo de diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn alega inocência e a intenção de proteger a instituição.

Quem olha para o mundo dos IPOs nem se dá conta que um membro da zona do euro pode estar à beira do default. O LinkedIn conseguiu vender suas ações a US$ 45,00, no topo da faixa de preços estabelecida no encerramento do procedimento de coleta de intenções de investimento (bookbuilding), que já havia sido elevada na terça-feira. Com isso, levantou US$ 217 milhões no mercado, na maior oferta de ações de internet desde o Google. O valor da companhia é projetado em US$ 4,3 bilhões, segundo o Wall Street Journal (WSJ).

O próprio WSJ questiona a precificação tão elevada de uma empresa com receitas em desaceleração e projeção de lucro zero para este ano, conforme o Deal Journal, blog da publicação.

Grandes cifras também vêm da área de commodities. A trading suíça Glencore levantou US$ 10 bilhões no mercado e, com isso, a companhia é avaliada em US$ 60 bilhões. Com relatos de forte demanda, as ações foram no meio da faixa sugerida pelos coordenadores da operação, o que permite a valorização dos papéis na estreia na Bolsa de Londres.

Depois de quatro dias consecutivos de quedas, as bolsas internacionais conseguiram recuperação ontem, movimento que prossegue nesta manhã. Mas, a situação da Grécia continua como o principal fator de risco para os investidores globais.

Com a renúncia de Strauss-Kahn, está aberta oficialmente a disputa pelo cargo de diretor-gerente do FMI – e a ministra de Finanças da França, Christine Lagarde, aparece como favorita. Os europeus fazem pressão para continuar na liderança do fundo, especialmente neste momento de crise no continente.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.