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Mercado cria ruído sobre nova ação do Fed diante de desaceleração

27 de maio de 2011 | 10h03

O clima para as próximas semanas continua instável e sujeito a trovoadas. O risco de default da Grécia é considerável e a desaceleração global vai se concretizando como novo ponto de preocupação, à medida que surgem mais dados fracos nos Estados Unidos e os emergentes tentam moderar o ritmo.

Nesse ambiente, não era mesmo difícil imaginar que logo surgiriam os ruídos sobre a possibilidade de mais ação do Federal Reserve. De fato, o burburinho vem se construindo há dias e agora ganha forma mais concreta. Precipitados, os investidores aproveitam o clima pesado para tentar criar uma tábua de salvação: crescem no mercado as conversas sobre um eventual novo programa de alívio do Fed, o chamado QE3 (na sigla em inglês).

Já os analistas dos bancos descartam a possibilidade. “A atividade mais fraca inevitavelmente aumenta as conversas sobre mais alívio quantitativo, mas achamos que isso é difícil de implantar politicamente sem um desempenho muito pior da economia ou a evidência iminente de deflação”, anota Jim Reid, estrategista-chefe do Deutsche Bank.

Ele avalia, contudo, que as especulações sobre o tema contribuíram para a recuperação das ações e dos títulos verificada no final do pregão em Nova York ontem. Hoje, as praças europeias engatam movimento positivo, apesar da redução da perspectiva do rating do Japão pela Fitch, de estável para negativa.

Para Lee Hardman, estrategista de câmbio do Bank of Tokyo-Mitsubishi, o principal risco para o dólar hoje é que o Fed responda à desaceleração econômica com um novo programa de compra de títulos. Mas, ele acredita que existem muitas barreiras para a adoção de mais medidas de afrouxamento, portanto é cedo demais para esperar algo do tipo.

De qualquer forma, permanece a expectativa de que a política do Fed seguirá acomodatícia por um período bastante longo. Os mercados futuros precificam a primeira alta dos juros somente para setembro de 2012. Para decepção de todos, ontem foi mantida a leitura de um crescimento de 1,8% para o PIB dos EUA no primeiro trimestre, ante a expectativa de revisão em alta, para 2,2%.

Preocupações com a desaceleração econômica mais temores com a Grécia dão uma sensação de déjà vu. É por isso que tem muita gente comentando que 2011 está parecendo uma reprise de 2010.

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