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Temor de desaceleração amplia expectativa com PIB dos EUA

26 de maio de 2011 | 10h02

Em meio aos estridentes ruídos sobre a Grécia, os investidores internacionais terão de buscar concentração para analisar os relevantes dados sobre a economia dos Estados Unidos hoje. O ritmo do crescimento global passou a ser mais uma preocupação, daí a necessidade de medir cada passo no atual cenário delicado.

Mesmo depois da recuperação das bolsas internacionais ontem, a cautela segue presente. A perspectiva de desaceleração global se junta aos temores de um default grego, criando um clima de instabilidade.

O cenário amplia a importância da segunda prévia do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, que apresentou crescimento de 1,8% no primeiro trimestre deste ano, em taxa anual ajustada pela inflação, segundo a revisão do Departamento do Comércio. O resultado é o mesmo calculado inicialmente, mas economistas esperavam que o avanço do PIB fosse revisado para 2,2%.

O dado pode servir para animar os investidores, neste momento de questionamentos sobre o ritmo da expansão global, diante da decepção com indicadores em várias regiões. As perspectivas são de moderação do crescimento dos EUA, Europa e China nos próximos meses. Os bancos já estão revisando para baixo suas projeções para o segundo trimestre.

Apesar da maior inquietação com a possibilidade de desaceleração global, o principal risco para os mercados continua sendo um default da Grécia. Analistas acreditam que o acordo para garantir nova ajuda financeira ao país só será fechado na reunião de cúpula da União Europeia, nos dias 23 e 24 de junho. Até lá, a tensão continuará no ar.

O fluxo de declarações sobre o tema é muito forte e o cenário barulhento tende a ser reforçado pela reunião do G-8 entre hoje e amanhã, em Deauville, na França. Nenhuma definição sobre os problemas da Europa é esperada para o encontro, mas as autoridades devem continuar emitindo opiniões sobre a crise de dívida na região.

Também atrai comentários – e inclusive sustenta o euro hoje – a informação transmitida pelo chefe da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), Klaus Regling, de que investidores asiáticos, incluindo os chineses, teriam interesse em comprar títulos de Portugal, conforme o Financial Times.

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