Ônibus, metrô e combustíveis pressionam inflação
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Ônibus, metrô e combustíveis pressionam inflação

Gastos com Transportes subiram, na média, 1,98% entre 15 de janeiro e de fevereiro; ficou 7,34% mais caro pegar busão no Brasil

Gustavo Santos Ferreira

24 Fevereiro 2015 | 10h42

A inflação medida entre por volta dos dias 15 de janeiro e de fevereiro deste ano, divulgada nesta terça-feira, 24, pelo IBGE, foi em boa parte impulsionada pelo aumento das tarifas de ônibus e da alta dos combustíveis.

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Em média, a partir dos reajustes determinados em janeiro, ficou 7,34% mais caro no Brasil andar de ônibus. De metrô, Em São Paulo, por exemplo, o reajuste nas tarifas, de 16,66% desde 6 de janeiro, colaboraram para que os gastos para se locomover pela cidade subissem, na média, 12,18% – elevação atrás apenas do encarecimento do transporte de recife, de 12,38%.

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A alta dos combustíveis – que já provoca protesto de caminhoneiros em 8 Estados – também teve papel considerável na expansão de custos com mobilidade. A IPCA-15 de fevereiro registrou alta de 2,96% no litro da gasolina; e de 2,54% no litro do diesel. O movimento é atribuído pelo instituto ao aumento das alíquotas de PIS/COFINS a partir de 1.º de fevereiro.

O custo com Transportes, do qual esses gastos fazem parte, acelerou para a alta de 1,98% em fevereiro – ante 0,75% em janeiro.  Da alta total de 1,33% do IPCA-15 deste mês, 0,37 ponto porcentual é atribuído ao aumento de gastos com o segmento – em janeiro, essa parcela era de apenas 0,14.

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Veja aí no gráfico estes e outros aumentos de custos com mobilidade que fizeram a sua vida ficar mais cara nos últimos dias:

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