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Preço da batata sobe 60% em meio à alta generalizada na feira

Índice da Ceagesp de novembro mostra que, na média, todos os segmentos ficaram mais caros; clima ainda prejudica feirantes

Gustavo Santos Ferreira

03 Dezembro 2014 | 15h15

Tudo que é tipo de produto vendido no atacado aos feirantes ficou mais caro em novembro – mostra o índice de preços da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), divulgado nesta quarta-feira, 3. Entre os alimentos mais presentes à mesa, assusta a alta das batatas: a do tipo lisa avançou 62,7%; a comum, 55,9%.

Cresceu 7% a importação de batatinhas fritas congeladas neste ano até setembro em relação ao mesmo período em 2013 – mostram dados da Secretaria de Comércio Exterior. Isso, em partes, porque a quebra da produção de batatas e a baixa oferta nas praças brasileiras está forte. E, como sempre martelamos aqui, quando falta um produto e a procura por ele se mantém inalterada, automaticamente os preços sobem.

Mas a alta de custos aos feirantes, como dissemos mais acima, não é exclusividade das batatas. A alta mensal média de todos os produtos vendidos no atacado foi de 4,75% em novembro. No ano, entre frutas, verduras, legumes e pescados, os preços subiram 10,65%. Em 12 meses, até novembro, 12,01%.

A explicação da Ceagesp para os custos subirem tanto é a mesma de alguns meses atrás: problemas climáticos. Antes, era a seca. Agora, o calorão e o período de chuvas mais fortes. Ambos os fatores têm prejudicado, sobretudo, os produtos agrícolas – caso das batatas. E, embora esta medição de preços se refira especificamente ao valor pago no atacado pelos feirantes, este índice diz respeito a todos nós. Afinal, qualquer aumento de custos para o vendedor desemboca, é claro, na carteira do consumidor.

Entre as frutas, 3,85% mais caras na média, o limão continua sendo o mais saidinho: o preço pulou 54% – como mostramos há duas semanas, ele nunca esteve tão caro em toda a história. O mamão papaia, por outro lado, ficou 13,95% mais barato.

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No caso da elevação dos preços dos legumes, de 5,92%, a ervilha torta (o blog admite surpresa com o adjetivo recebido pelo alimento) lidera com alta de 87,4%. Berinjela e pepino japonês, nesta ordem, ficaram 18% e 10,4% mais baratos.

Entre as verduras, 12,59% mais caras, o coentro lidera com alta de 68,1%. Mas como ele não faz falta alguma para muitos de nós, importa mesmo saber que o agrião (32,2%); a couve-flor (29,5%); e a alface crespa (15,9%) ficaram bem mais caros. Apenas o milho verde ficou mais barato neste segmento: 9,7%.

Por fim, e ufa, os pescados ficaram 2,23% mais pesados para os bolsos entre outubro e novembro. A anchova (17,2%), o peixe-espada (17,3%) e o cação (14,8%) foram os principais responsáveis pelo avanço dos preços nessa área.

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