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Cada investimento, um imposto

Paulo Silvestre

19 de abril de 2010 | 17h16

Você sabe o quanto tem de pagar de imposto nos investimentos? E quando esse imposto incide? Já falei em posts anteriores sobre o valor da alíquota no caso dos fundos. Mas vale voltar ao tema para falar sobre a tributação nos outros investimentos, CDBs e títulos públicos, por exemplo, e como ocorre essa incidência do imposto para cada aplicação.

No caso dos CDBs, o Imposto de Renda incide no vencimento da aplicação ou no resgate antecipado, caso você resolva sair antes do prazo. A alíquota é regressiva (segue a mesma tabela dos fundos de renda fixa) e vai de 22,5%, para quem deixar o dinheiro aplicado até seis meses, até 15%, o imposto menor, para quem deixar o dinheiro aplicado acima de dois anos.

Os títulos públicos funcionam de forma semelhante, e a alíquota incide no vencimento do papel ou no pagamento dos juros. A alíquota no caso de título público é a mesma do CDB (segue a tabela regressiva), já que é considerada também como aplicação de renda fixa.

Para fundos de investimento, veja aqui quais são as alíquotas, a cobrança do imposto é sempre no último dia útil de maio e novembro, ou seja, sempre duas vezes ao ano, ou no resgate, se houver rendimento.

Mas, veja só, para fundos de ações a história é outra: a incidência do imposto ocorre somente no momento do resgate. No caso dos investimentos em ações, há cobrança de IR na venda, quando houver ganho de capital.

Lembre-se que todos os investimentos têm cobrança de IOF nos primeiros 30 dias. Ou seja, se você desistir da aplicação e resolver sacar, antes do prazo, vai ter esse ‘extra’ a pagar. Essa regra só não vale para ações e fundos de ações. O IOF, Imposto sobre Operações Financeiras, funciona da mesma maneira para todos os investimentos: incide o percentual de 96% a 0% sobre o ganho, dependendo do número de dias restantes para a aplicação completar 30 dias. Quanto menos dias para completar 30 dias, menos IOF você pagará.  Até mais.

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