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Crise da Rússia: por que o medo do contágio?

Em 1998, o rublo teve uma queda drástica em questão de dias; mercado teme que a situação se repita e que o antídoto usado pela Rússia prejudique emergentes, inclusive o Brasil

Economia & Negócios

16 Dezembro 2014 | 21h41

Luiz Guilherme Gerbelli

A piora do cenário econômico mundial ocorre num momento de dificuldade para o Brasil. A economia brasileira enfrenta uma série de desequilíbrios, num cenário composto por baixo crescimento e inflação bastante pressionada.

Essa combinação deve limitar a margem de manobra do governo, uma realidade bastante diferente da de 2008, quando a economia mundial afundou na crise internacional, mas o governo brasileiro teve espaço para reduzir impostos e conseguiu aumentar a atividade econômica.

Atualmente, o que o mercado exige é justamente uma política contrária. Para melhorar a situação fiscal, o governo precisa fazer um ajuste ou por meio da redução de gastos ou pelo aumento da carga tributária. Veja abaixo quais são os temores com essa nova crise cambial na Rússia:

1.O que o mercado teme?
A repetição de 1998, quando o rublo sofreu um colapso em questão de dias, forçando o país a declarar moratória de sua dívida e afetando a economia de todos os países.

2.O colapso pode se repetir?
Embora as finanças públicas e as reservas internacionais russas sejam muito mais saudáveis agora do que em 1998, analistas temem que o país lance mão de medidas drásticas, como o controle de capitais.

3.Como o Brasil pode ser contaminado?
Se a crise piorar e os russos lançarem mão de medidas extremas, o pânico pode ser generalizado e os investidores podem correr para o refúgio do dólar abandonando outras moedas, incluindo o real.

4.Quais seriam as consequências para o Brasil?
Num primeiro momento, a taxa de câmbio dispara e os juros futuros também sobem. Juros altos significam aumento das dívidas. O Brasil ainda está com inflação alta, rombo nas contas externas e dívida pública ascendente.

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