Entenda o impasse entre o Grupo Espírito Santo e a Portugal Telecom
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Entenda o impasse entre o Grupo Espírito Santo e a Portugal Telecom

Empresa do grupo precisa pagar 897 milhões de euros à PT

nayarasampaio

15 de julho de 2014 | 18h08

1) Fusão

Em outubro de 2013, Oi e Portugal Telecom anunciaram uma megafusão, que vai dar origem à multinacional CorpCo, com faturamento de R$ 37,5 bilhões. A PT teria 38,2% da nova empresas e os sócios brasileiros, 13,1%.

2) Conflito de interesse

Em abril, veio à tona a informação de que a Portugal Telecom fez um investimento de € 897 milhões na empresa portuguesa Rioforte, que pertence ao Grupo Espírito Santo, dono do BES, um dos maiores bancos privados de Portugal. O Grupo tem 10,05% da Portugal Telecom e a Portugal Telecom tem 2,1% do BES.

3) No Brasil

A Oi e seus sócios brasileiros – BNDESPar, AG Telecom (do Grupo Andrade Gutierrez), La Fonte (da família Jereissati) e Previ (fundo de pensão dos fundos do Banco do Brasil) – disseram que não foram informados da operação. Segundo eles, um possível calote do Grupo Espírito Santo mudaria o valor da PT na fusão.

4) Crise

O Grupo Espírito Santo passa por dificuldades financeiras. Ele teria de pagar à Portugal Telecom € 847 milhões, referente ao investimento na Rioforte, mas o valor não foi depositado. A RioForte entrou com pedido de recuperação judicial, assim como outras duas empresas do grupo português.

5) Reflexo na fusão

A partir dessa crise, começaram as discussões para a redução de fatia da PT na CorpCo. Após intensas negociações, a PT teve sua fatia reduzida de 37,3% para 25,6% na “nova Oi”. Pelo memorando de entendimentos, que deve ser aprovado pelos acionistas até dia 8 de setembro, a PT entregaria à tesouraria da Oi um total de 16,6% em ações.

Texto atualizado no dia 28/07

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