Entenda o que mudou nas regras da Caixa para o financiamento da casa própria
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Entenda o que mudou nas regras da Caixa para o financiamento da casa própria

Banco passou a exigir entrada de 50% para imóveis usados e já subiu duas vezes os juros do crédito

Economia & Negócios

15 Maio 2015 | 08h32

Desde o início de maio, começaram a valer as novas regras da Caixa Econômica Federal para a concessão de crédito para a casa própria. As normas estabelecem um limite menor para o teto dos financiamentos, ou seja, quem compra deve desembolsar um valor maior na entrada. Em geral, tornou-se mais difícil financiar o imóvel e especialistas já têm apontado o consórcio como uma opção.

Quem toma o empréstimo pela Caixa deve dar entrada maior

Quem toma o empréstimo pela Caixa deve dar entrada maior (Foto: Zeca Wittner/Estadão)

Três medidas da Caixa causam impacto direto na decisão de quem pretende tomar crédito. A primeira delas é o limite de financiamento de imóveis novos, que passou a ser de 90% do total do valor. Além disso, para usados, o teto passou a ser de 50% do total do imóvel, dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), ou seja, imóveis que valem até R$ 750 mil nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. Nos demais Estados, o valor máximo é de R$ 650 mil.

A terceira medida engloba imóveis mais caros. Para usados acima de R$ 750 mil, enquadrados no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), o limite de financiamento passa a ser de 40% do valor total do imóvel.

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Apesar das novas regras estarem em vigor, o site da Caixa mostra que o banco pode financiar até 90% do valor do imóvel. Segundo a assessoria de imprensa da Caixa, essa informação não está errada, pois se o cliente usar seus recursos do FGTS, o limite para o financiamento é de 90% do valor do imóvel, e não 50%.

As medidas anunciadas no fim de abril têm o objetivo de driblar a falta de recursos no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, utilizados para liberar crédito pelo Sistema de Amortização Constante (SAC). Na prática, a Caixa passa a liberar menos dinheiro para as operações, principalmente no caso de imóveis usados ou mais caros.

Vale lembrar que, no caso do financiamento popular (Minha Casa, Minha Vida), as regras anteriores permanecem inalteradas. O mesmo vale para empréstimos concedidos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço(FGTS). No caso das operações feitas pela tabela Price, em que as parcelas aumentam progressivamente, o limite de financiamento pelo SFH já havia sido reduzido para metade do valor do imóvel.