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Market maker garante negociação

Paulo Silvestre

22 de abril de 2010 | 15h46

Você já ouviu dizer que determinada empresa faz um IPO (veja aqui o que é o tal do “aipiou”) e depois as ações não decolam? E aqui é no sentido de o investidor perder o interesse pelo papel e aos poucos minar a liquidez dos negócios. Para ajudar a estimular a negociação de compra e venda das ações, de IPO ou não, algumas empresas optam por contratar o market maker. Sabe quem é? O market maker ou formador de mercado nada mais é do que uma corretora ou banco que se compromete a manter ofertas de compra e venda de forma regular e contínua. A diferença máxima de preço (entre compra e venda, o spread) é estabelecido, o que ajuda a evitar movimentos artificiais no preço da ação em decorrência da baixa liquidez.

Atualmente, a Bolsa de Valores tem mais de 50 empresas com market maker. Nos EUA, essa figura já é bastante comum. Aqui, cada vez mais empresas têm adotado essa prática como forma de estimular os negócios e permitir que os investidores entrem e saem das ações quando quiserem. Afinal, o market maker está lá para garantir que haja sempre uma ponta compradora e outra vendedora. Além disso, como o market maker faz a referência de preços, também evita forte volatilidades no papel. Para o investidor, é um ganho e tanto ter a figura do market maker por perto. O formador de mercado, por sua vez, tem uma tarefa importante de conhecer a empresa em detalhes e estar em constante acompanhamento dos principais investimentos e planos futuros da companhia. Só assim tem condições de estabelecer um preço justo para os papéis.

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