As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Para onde vão os investimentos externos produtivos

Colégio Palmares

31 Outubro 2012 | 15h49

Um dos efeitos visíveis da crise global é o resultado das contas do país com o exterior. Principalmente o chamado Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, que tem impacto direto nas economias.

Esse tipo de investimento gera produção e empregos. “É por isso que dizemos que, nessas situações, o dinheiro do exterior que entra aqui na forma de investimento não é intangível, é concreto”, afirma Evaldo Alves, professor e coordenador do curso de negócios internacionais do PEC-FGV.

O IED é constatado em fusões entre companhias, aquisições, construções de novas fábricas e empréstimos entre empresas.

Para colocar recursos em um país, o investidor estrangeiro analisa, basicamente, solidez e segurança da economia. Ou seja, se ele vê uma oportunidade rentável de negócio, ele aplica recursos no país.

Não é difícil de entender, desta forma, o porquê países emergentes ganharam tanta evidência nos últimos anos. De acordo com dados divulgados pela ONU na última terça-feira, 23, pela primeira vez na história, os países em desenvolvimento responderam por mais de 50% do volume total de investimento estrangeiro direto.  “A crise da dívida em países desenvolvidos e grande instabilidade causada por medidas econômicas austeras afastam investidores”, explica Alves.

Especulação

Nem todo tipo de investimento, no entanto, é saudável para um país quando praticado em excesso. Parte do dinheiro que entra aqui, por exemplo, é chamado de capital especulativo. Neste caso, a intenção do investidor, a grosso modo, é ter lucro e não está ligada, necessariamente, a atividades que acabam em algum tipo de produção. Esses investimento podem chegar ao País por meio do mercado de capitais, na compra de títulos do governo, ações ou moeda.

Por conta disso, algumas dessas operações passam por cobrança de alíquotas mais pesadas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que também é uma forma de o governo de equilibrar o destino do capital estrangeiro.