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Passivo ou ativo?

Paulo Silvestre

11 de fevereiro de 2010 | 14h54

Aplicar em fundos de investimento pode ser complexo (eu já comentei sobre isso aqui), por isso quanto mais você conhecer a nomenclatura usada pelos gestores e consultores financeiros, mais à vontade irá se sentir para tomar a melhor decisão. Para entender melhor sobre esse universo de fundos, entrevistei o superintendente-executivo de renda variável da Bradesco Asset Management, Herculano Alves, que falou sobre fundos de ações passivo e ativo.

Herculano, qual a diferença entre um fundo de ações passivo e um fundo ativo?

O fundo passivo é aquele que o gestor procura acompanhar um indicador de referência e o ativo dá mais liberdade para o gestor escolher onde quer investir, dentro da política determinada para o fundo.

É possível dizer que o passivo fica colado a um indicador, por exemplo, ao Ibovespa, é isso?

Essa é a ideia de um fundo passivo, perseguir o referencial que pode ser o Ibovespa ou outro indicador. Quando o fundo de ações passivo se propõe a acompanhar o Ibovespa significa que, conforme a Bolsa oscilar, o fundo também vai oscilar.

No fundo ativo, o gestor pode utilizar outras estratégias para elevar a rentabilidade?

Exatamente. No fundo de ações ativo, o gestor pode ficar descolado do indicador de referência e usar da habilidade de gestor para definir outras estratégias.

O fundo de ações ativo é mais arriscado…

Sim, mas também tem mais chance de ganho. À medida que o gestor tem liberdade para decidir onde aplicar pode, por exemplo, optar por investimentos que estejam rendendo mais naquele momento, mas o fundo também pode perder caso a estratégia não dê certo. O fundo de ações ativo, portanto, é mais indicado para quem quer correr um pouco mais de risco e já tem alguma experiência em Bolsa.

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