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Será mais liquidez para os BDRs?

Paulo Silvestre

29 de abril de 2010 | 19h08

Recentemente a Bolsa de Valores de São Paulo divulgou que novas empresas, desta vez dos EUA, estarão com BDRs no pregão. Ou seja, é provável que você tenha mais opções de investimentos.  Mas você sabe o que são os BDRs? Os BDRs levam esse nome porque são as iniciais de Brazilian Depositary Receipts, representam ações de uma companhia aberta com sede no exterior e que podem ser negociadas no mercado de ações brasileiro.

Ao negociar essas ‘ações’ o investidor está, na verdade, comprando e vendendo recibos correspondentes às ações das companhias. Os BDRs existem há tempos, desde 1996, e foram criados para permitir o acesso de companhias sediadas no exterior ao mercado de ações aqui. Mas o principal impasse desse mercado sempre foi a falta de liquidez. Agora, com a perspectiva da chegada de novas empresas, esse cenário promete mudar, dizem os analistas.

Atualmente, existem 11 empresas com BDRs listados na Bolsa. Telefonica, Cosan e Banco Patagonia são algumas delas. Veja a relação completa aqui. A diferença dessa turma que já está lá na Bolsa para essa outra que ainda vai chegar é a emissão: os novos BDRs são chamados de não patrocinados, pois não serão emitidos pelas empresas, mas por bancos.

A BM&FBovespa já divulgou o nome das dez principais empresas que terão seus papéis negociados no País, o que só deve ocorrer nos próximos meses.  Marcas conhecidas como Apple, Google, Bank of America e Pfizer estão na lista e mais nomes devem surgir, à medida que mais bancos entrarem nesse mercado. Nessa leva, o Deutsche Bank será o responsável pela venda dos papéis. A novidade é que, para garantir a liquidez dos BDRs, o banco vai atuar como market maker. Já falei sobre eles aqui, lembra?

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