Copa da Rússia – Quartas de final: as estatísticas mandam recados

Copa da Rússia – Quartas de final: as estatísticas mandam recados

Se os deuses da estatística estiverem corretos, passaremos à semifinal tomando gol da Bélgica, mas balançando as redes nos dois tempos, com direito a dobradinha de algum jogador brasileiro.

Alexandre Cabral

06 Julho 2018 | 09h41

Na última segunda-feira (02/07), publiquei texto em que falei de 4 estatísticas/superstições relacionadas às oitavas de final de Copas do Mundo vencidas pelo Brasil. Algumas tradições se mantiveram. Outras caíram ou ainda aguardam o desfecho da competição.

Continuam válidas

  1. Gols somente no segundo tempo
  2. Gols feitos com o pé.

Não vale mais

  1. Em todas as Copas conquistadas pelo Brasil, os jogadores que fizeram gols nas oitavas de final tinham o nome começando com “R”. No jogo contra o México, o segundo gol até manteve a tradição, anotado por Roberto Firmino. Mas o primeiro fugiu à regra, né, NeymaRRRR JúnioRRRRRRRR?

Sobre hoje:

a. Todas as vezes em que jogamos em um dia ímpar, a quantidade total de gols na partida foi ímpar. Nos jogos que ocorreram em dias pares, o número de gols também foi par. Vejamos:

– 19 de junho de 1958: Brasil 1 x 0 País de Gales – 19 e 1 são ímpares

– 10 de junho de 1962: Brasil 3 x 1 Inglaterra – 10 e 4 são pares

– 14 de junho de 1970: Brasil 4 x 2 Peru – 14 e 6 são pares

– 9 de julho de 1994: Holanda 2 x 3 Brasil – 9 e 5 são ímpares

– 21 de junho de 2002: Inglaterra 1 x 2 Brasil – 21 e 3 são ímpares

– 6 de julho de 2018: se quisermos ser campeões, precisamos ganhar hoje por 2 x 0, 3 x 1, 4 x 2 ou qualquer outro resultado cuja somatória dê número par.

 

b. Sempre que ganhamos em dias pares, um jogador (Garrincha em 62 e Tostão em 70) fez um gol em cada tempo do jogo.

 

c. Em cada um dos jogos de quartas de final das Copas vencidas pelo Brasil, os nomes dos jogadores que fizeram os gols naquela partida terminam com a mesma letra:

– 1958: Pelé

– 1962: Garrincha e Vavá

– 1970: Rivelino, Tostão e Jairzinho

– 1994: Romário, Bebeto e Branco

– 2002: Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho

Em 2018, temos as seguintes opções: com final “O”, são 9 jogadores; com final “N”, 4; com “E”, “S”, “R” e “L”, temos dois em cada letra; e com final “A” e “D”, um jogador cada.

O critério para fazer essa divisão foi o nome pelo qual o jogador é conhecido do grande público. Nos casos de nome composto, considerei somente o primeiro nome. Vamos torcer para o final “O” estar em um dia inspirado.

 

d. Todas as vezes em que tomamos gol nas quartas de final de uma Copa vencida pelo Brasil, o nome do país adversário terminava com vogal. Vejamos:

– 1958: Brasil 1 x 0 País de Gales

– 1962: Brasil 3 x 1 Inglaterra

– 1970: Brasil 4 x 2 Peru

–  1994: Brasil 3 x 2 Holanda

– 2002: Brasil 2 x 1 Inglaterra

Opa! Se essa tradição se mantiver, levaremos gol hoje. Tomara que o Brasil quebre esse tabu.

 

e. Olhando os resultados dos jogos anteriores, somente quando jogamos contra seleção com nome composto (País de Gales) não tomamos gol. Opa, mais um indício de que podemos tomar gol hoje.

 

Detalhe: em nenhum desses jogos, o gol do Brasil resultou de um passe que veio de cobrança de escanteio.

 

Pessoal, é apenas uma brincadeira estatística. Mas que pode conter certa dose de premonição. Será? Saberemos hoje à tarde.

 

Edição: Patrícia Monken