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Ações da Repsol mantêm queda, após expropriação da YPF

Yolanda Fordelone

18 de abril de 2012 | 09h13

Os preços da ação da Repsol continuaram a cair nesta quarta-feira, ampliando as perdas pesadas observada ontem, enquanto o governo espanhol e analistas expressaram preocupações sobre crise da unidade da companhia na Argentina, a YPF.

O governo da presidente Cristina Kirchner disse na segunda-feira que irá tomar 51% da participação da Repsol na YPF, deixando a empresas espanhola com uma fatia de 6% apenas.

As ações da Repsol fecharam com queda de 6,1% ontem na Bolsa de Madri e recuavam 2,74% por volta das 8h30 (de Brasília).

A incerteza em torno do acordo da Repsol levou inúmeros analistas a cortarem sua metas para o preço da ação da companhia. Embora a maioria veja um tendência de alta para o papel, os riscos envolvidos com o que poderá ser um processo bastante longo provocam uma moderação das expectativas.

Analistas do UBS afirmaram que a perda total da expropriação da YPF já está precificada nas ações da Repsol e “nós não temos certeza de que a configuração da compensação será de acordo com os estatutos ou leis relativas à YPF, e os remédios externos disponíveis para a Repsol deverão ser longos e incertos”.

O Ministro da Indústria da Espanha, José Manuel Soria, afirmou que as companhias espanholas que atuam na Argentina expressaram preocupação sobre seu futuro no país após a expropriação da YPF. Em uma entrevista para o canal de TV estatal TVE, Soria destacou que as companhias afirmaram que seus negócios não foram afetados, mas o movimento sobre a YPF não só fere a Espanha e a Repsol, mas também a Argentina, que precisa de investimento estrangeiro.

“Os investidores buscam por certeza regulatória. Quem vai querer investir, se a certeza regulatória não é garantida?”, perguntou Soria.

As informações são da Dow Jones.

(Clarissa Mangueira, da Agência Estado)

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