Ações de concessionárias caem após Alckmin cancelar reajuste de pedágio em SP

nayarasampaio

24 de junho de 2013 | 13h30

Texto atualizado às 17h55

As ações das concessionárias de rodovias fecharam em baixa nesta segunda-feira, 24, após o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, ter anunciado que vai cancelar o reajuste dos pedágios neste ano. Para analistas do Bank of America Merril Lynch, a suspensão reduz as estimativas de lucro por ação dos grupos controladores de concessões paulistas – CCR, EcoRodovias e Arteris – entre 2,5% e 4,4%. Já as projeções para o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) dessas empresas em 2013 caem de 1,8% a 2,7%.

Alckmin afirmou, contudo, que vai respeitar os contratos com as concessionárias. Segundo ele, o governo vai tomar um conjunto de medidas que, somadas, vão bater nos 6,2% de reajuste, baseado na variação do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M).

O papel da CCR chegou a figurar nesta segunda-feira entre as maiores quedas do Ibovespa, mas depois desacelerou as perdas e fechou com recuo de 3,33%. Fora do Ibovespa, as ações de outras concessionárias também encerraram com perdas. A Arteris caiu 3,46% e a EcoRodovias -2,68%.

Segundo os analistas Sara Delfim, Murilo Freiberger e Roberto Otero, a principal afetada é a CCR, cujo Ebitda projetado para 2013 diminui 2,7%, enquanto o lucro por ação fica 4,4% menor. Arteris, por sua vez, teria um decréscimo de 2,5% no Ebitda e de 4% no lucro por ação previsto para o ano, enquanto na EcoRodovias, o Ebitda fica 1,8% mais baixo, e o lucro por ação cai 3%. Segundo o BofA, as rodovias paulistas respondem por cerca de 50% das receitas totais das empresas.

Por contrato, o valor dos pedágios é reajustado todo dia 1º de julho, quando é aplicada a correção da inflação. Em geral, o governo usa o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que este ano está em 6,5%. No ano passado, foi decidido que seria aplicada a menor taxa entre os indexadores. Neste caso, seria escolhido o IGP-M, que acumulou alta de 6,2% nos últimos 12 meses.

A anulação da inflação será possível, segundo Alckmin, por meio de renegociação de termos dos contratos com as concessionárias que administram as estradas, economias feitas nos últimos dois anos e meio e racionalização dos gastos.

(Com Agência Estado e O Estado de S.Paulo)

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