Após abrir em queda, dólar inverte e passa a subir com PIB ‘forte’ nos EUA

Estadão

29 de agosto de 2013 | 11h01

Após abrir em queda, o dólar inverteu o sinal e opera em alta na manhã desta quinta-feira. Às 10h56, a moeda subia 0,64%, cotada a R$ 2,361. Na máxima do dia, chegou a atingir R$ 2,368. A mudança se deu após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos.

A economia dos EUA teve no segundo trimestre uma expansão mais forte do que se imaginava anteriormente, com revisões para cima das exportações e investimentos de empresas, o que sugere uma trajetória de crescimento mais forte na segunda metade do ano.

Depois da divulgação do dado, o dólar acelerou a alta ante o euro, o iene e moedas correlacionadas a commodities, num movimento seguido pelo câmbio doméstico – mesmo em meio ao leilão de venda do BC de até US$ 500 milhões em swap cambial (venda de dólares no mercado futuro).

O dado de expansão norte-americana acima do esperado sustenta o debate sobre a retirada de estímulos no país.

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No mercado doméstico, a decisão do Copom de elevar a taxa Selic em 0,50 ponto porcentual, para 9% ao ano, não surpreendeu.

O entendimento de vários economistas é de que a decisão do comitê de repetir a alta de 0,50 ponto porcentual da Selic e o conteúdo do comunicado da reunião de julho indicam que o BC deverá manter a magnitude de elevação do juro básico em outubro, quando a taxa pode chegar a 9,5%.

A expectativa dos agentes financeiros é de que as próximas decisões do Copom serão influenciadas por diversos fatores, mas principalmente pelo câmbio. Por isso, para a reunião de novembro do Copom não há consenso sobre o tamanho do aumento da Selic, se de 0,25 ponto porcentual ou 0,50 ponto porcentual.

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