Após alta do euro, Japão ameaça intervir no câmbio

Yolanda Fordelone

23 de julho de 2012 | 08h34

Danielle Chaves, da Agência Estado

O ministro de Finanças do Japão, Jun Azumi, reiterou seu compromisso de tomar medidas “decisivas” contra qualquer alta excessiva do iene depois de a moeda ampliar sua valorização e acentuar as preocupações com as perspectivas econômicas do país, o que levou a Bolsa de Tóquio a cair para as mínimas em seis semanas.

Intensificadas preocupações com a crise de dívida europeia diante da piora da situação fiscal do governo da Espanha provocaram uma queda no euro para 94,23 ienes, nível que não era visto desde novembro de 2000. O dólar também caiu abaixo de 78,00 ienes e atingiu 77,94 ienes, a mínima em quase dois meses e abaixo da previsão média das grandes indústrias japonesas.

Como o iene mais forte prejudica a recuperação da economia do Japão ao tornar as exportações do país menos competitivas, a Bolsa de Tóquio encerrou a sessão com queda de 1,9%, aos 8.508,32 pontos, o menor nível desde 8 de junho. “Eu tomarei medidas decisivas se houver movimentos excessivos e indevidos provocados por especulação”, afirmou Azumi, em um sinal de que poderá intervir no mercado de câmbio.

“Vou agir quando eu achar necessário”, completou. No entanto, analistas observaram que, após semanas de alertas oficiais mas nenhuma ação sobre o iene, as tentativas verbais do governo de influenciar a taxa de câmbio podem estar perdendo força.

A alta do iene é um problema para o primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, que precisa de um crescimento econômico sólido para implementar sua política de aumentos nos impostos sobre vendas destinada a ajustar as finanças do país. As informações são da Dow Jones.

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