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Após Copom, dólar avança 0,9% e encerra a R$ 2,018

Estadão

18 de abril de 2013 | 17h28

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado

Além do pessimismo no cenário externo, o dólar subiu ante o real hoje com o ajuste de posições de investidores que esperavam uma alta maior da Selic e terminou a R$ 2,018 (+0,90%), a maior cotação desde 3 de abril (R$ 2,024).

O Comitê de Política Monetária (Copom) deu a largada no ciclo de aperto com mais moderação, aumentando a taxa básica de juro de 7,25% para 7,50%, 0,25 ponto porcentual a menos do que esperava a maioria no mercado. O que o investidor vê hoje é um cenário de fluxo negativo e pouco espaço para oscilação do câmbio, o que  limita a chance de o dólar cair com a Selic mais alta.

No exterior, o clima de maior aversão a risco foi reforçado por dados ruins da economia dos Estados Unidos, que deram força ao euro em relação ao dólar norte-americano.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse, em Washington, que os fluxos atuais de entrada de capital estão mais estáveis e garantiu que “não há falta de capital para o Brasil”. Ele não fez, no entanto, comentários sobre política monetária, por estar cumprindo o período de silêncio pós-Copom.

No mercado à vista, a mínima foi de R$ 2,0090 (+0,45%) e a máxima, de R$ 2,020 (+1,00%). Perto das 17 horas, o giro financeiro no mercado à vista era de US$ 2,086 bilhões, sendo US$ 1,796 bilhão com liquidação em dois dias úteis (D+2). O dólar para maio de 2013 tinha alta de 0,72%, a R$ 2,020, após oscilar de R$ 2,0115 (+0,29%) a R$ 2,0265 (+1,05%). O dólar pronto na BM&F encerrou em alta de 1,00%, a R$ 2,0215, na máxima.

O euro subia a US$ 1,3055, de US$ 1,3033 no fim da tarde de ontem.

Nos EUA, o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA subiu 4 mil, para 352 mil, na semana até 13 de abril, acima da estimativa de 350 mil. Já o índice de indicadores antecedentes do Conference Board caiu 0,1% em março, contrariando as estimativas de alta de 0,2%. Outro dado fraco foi o do Federal Reserve da Filadélfia, que divulgou que o índice de atividade das empresas da região recuou para 1,3 em abril, ante previsão de 2,5.

A taxa Ptax de hoje fechou em R$ 2,0152, com alta de 1,07% em relação ao fechamento de ontem (R$ 1,9939). O resultado da Ptax hoje é o mais alto desde o dia 4 de abril, quando a Ptax terminou a R$ 2,0201, de acordo com o AE Dados. Já a variação diária positiva registrada hoje é a maior desde 4 de julho de 2012, quando a Ptax subiu 1,57% na sessão daquele dia.

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