Apreensão com Grécia pesa nas bolsas da Europa

Yolanda Fordelone

21 de setembro de 2011 | 08h14

Os mercados europeus operam novamente em baixa nesta quarta-feira, exibindo a apreensão dos investidores com os desdobramentos da crise na Grécia e seus efeitos sobre o setor bancário europeu.

O ambiente é de muita cautela e expectativa com as negociações, que ainda prosseguem, entre a Grécia e os credores externos, e que definirão o destino do país e da zona do euro. Mas a pressão de venda é parcialmente limitada por notícias de que o governo grego reuniu-se hoje e fará anúncio de novas medidas de austeridade, a revelação da ata do Banco da Inglaterra de que aumentou o número de votos à favor de mais estímulo econômico e a possibilidade do Fed anunciar à tarde algum tipo de incentivo à atividade econômica.

Às 8h05 (de Brasília), o índice FT-100, da Bolsa de Londres, caía 0,57%; o índice Xetra-DAX, de Frankfurt, registrava queda de 1,27%; e o índice CAC-40, de Paris, recuava 1,11%.

“A ausência de qualquer notícia concreta, do lado positivo ou negativo, mantêm os volumes de negócios reduzidos e diminui nossa convicção; e, mais uma vez, com nenhuma novidade significante da Europa, essa tendência deve continuar”, disse o Lloyds Corporate Markets. A atenção seguirá sobre a Grécia e se o país receberá a próxima tranche do empréstimo concedido o ano passado.

A Grécia disse ontem ter obtido progresso nas negociações com o FMI, União Europeia e Banco Central Europeu (BCE) sobre novas medidas de austeridade que o país terá de adotar para atingir as metas de déficit orçamentário. Entretanto, o país não conseguiu chegar a um acordo para garantir a próxima tranche e as negociações com a troica se arrastarão para o fim de semana.

Hoje, o governo da Grécia prometeu anúncio de novas medidas de austeridade que está discutindo com seus credores internacionais, que se seguirá a uma reunião ministerial que foi convocada para as 5h30 (de Brasília) para avaliar essas medidas e que ocorre depois de uma reunião de mais de duas horas com os credores, no final da terça-feira.

O ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, alertou os cidadãos gregos que o país corre o risco de colapso econômico se não fizer progressos na sua agenda de corte do déficit necessária para assegurar o recebimento de nova ajuda internacional. As informações são da Dow Jones.

(Cynthia Decloedt, da Agência Estado)

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