Aversão global ao risco derruba bolsas em NY

Estadão

23 de julho de 2012 | 13h37

Andréia Lago, da Agência Estado

Os principais índices acionários do mercado americano operam em queda forte nesta manhã em meio à liquidação global de ativos e à queda recorde do yield dos Treasuries de 10 anos em reflexo do aumento dos temores em relação à possível necessidade de um resgate total da Espanha e à potencial suspensão da ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI) à Grécia. Nesta manhã, o FMI informou que está apoiando a Grécia na superação das dificuldades econômicas que está enfrentando. A declaração foi feita depois de, no fim de semana, a revista alemã Der Spiegel dizer que o fundo sinalizou à União Europeia que não participará de novos pacotes de ajuda financeira ao país.

“Os mercados estão percebendo que as últimas semanas foram um paraíso de tolos”, disse Uri Landesman, presidente da Platinum Partners, uma gestora de recursos que administra US$ 1,1 bilhão em ativos. “Realmente há muitas notícias ruins circulando”, resumiu.

Às 12h, o índice Dow Jones perdia 147 pontos, em queda de 1,14%. O S&P500 recuava 19 pontos, com o índice em queda de 1,4%, enquanto o Nasdaq cedia 55 pontos e recuava 1,9%.

No S&P500, todos os dez setores industriais que compõem o índice operam em queda nesta manhã, com as ações de tecnologia liderando a queda. Ações defensivas, como de artigos de consumo e fornecedoras de serviços públicos, caem menos.

As ações da Microsoft caíam 3,3% no fim desta manhã e as da Hewllet Packard cediam 2,9%, enquanto os papéis do McDonald’s perdiam 3% após a rede de fast food ter divulgado uma queda acima do esperado no lucro do segundo trimestre e alertado para desaceleração no crescimento das vendas em julho.

Enquanto isso, a corrida dos investidores para ativos considerados seguros derrubou os yields do Treasuries de 10 anos. O juro projetado do T-note de 10 anos caiu ao menor nível histórico nesta manhã, negociado em 1,414%. Por volta das 12h, o yield era negociado a 1,431%.

“Se você é um investidor de bônus, é preciso se mover para o espectro dos créditos de qualidade, saindo de papéis de alta rentabilidade e menor qualidade”, resume o estrategista-chefe David Joy, da Ameriprise Financial, que administra US$ 675 bilhões em ativos. “No lado das ações, o lugar certo para estar neste momento são as grandes empresas que pagam dividendos e os setores defensivos”, recomendou. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:

bolsanova york

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.