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Bolsa acumula perda de mais de 4% em abril; dólar mantém-se acima de R$ 1,88

Estadão

27 de abril de 2012 | 17h37

Alessandra Taraborelli, Ana Luísa Westphalen e Silvana Rocha, da Agência Estado

Mais uma vez a Bovespa se descolou do mercado acionário internacional, e encerrou a sexta-feira em queda. A Vale, que na véspera ajudou a Bolsa a fechar no azul, hoje faz o papel contrário. Petrobras e siderúrgicas também pesaram, o que impediu a Bolsa de acompanhar o mercado externo. Além disso, o fato de hoje ser sexta-feira, véspera de fim de semana, de fim de mês e de feriado, fez com que os investidores adotassem maior cautela, preferindo embolsar parte dos lucros recentes, diante do cenário de incertezas internacionais.

O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira em queda de 0,81%, aos 61,691,21 pontos. Com isso, a Bolsa fechou a semana com declínio de 1,28% e ampliou a desvalorização no mês para 4,37%. Se for confirmado esse desempenho em abril, o que provavelmente acontecerá, a Bolsa registrará o segundo mês consecutivo de perdas. No ano, o Ibovespa ainda apura ganho, de 8,70%.

Já o dólar sustentou-se acima de R$ 1,88 pela quinta sessão seguida. Neste pregão, o mercado de câmbio local concentrou-se na antecipação das rolagens de contratos futuros de dólar, o que enfraqueceu os negócios à vista assim como deixou as taxas spot praticamente de lado, na contramão da queda da moeda norte-americana no exterior. No fim, a moeda encerrou com alta de 0,81%, a R$ 1,886. Com o desempenho diário, a divisa acumulou ganho de 0,69% na semana, que ampliou a valorização no mês para 3,28% e, no ano, para 0,96%.

Com o fluxo cambial ligeiramente positivo, o Banco Central comprou dólar na sessão vespertina a R$ 1,8850. Esta foi a terceira intervenção da autoridade monetária da semana e a segunda vez em que aceitou pagar taxa de corte acima de R$ 1,880. Nesta sexta-feira, também foi a quinta vez seguida em que dólar spot terminou acima desse patamar.

Petrobrás e Vale

Lá fora, dados positivos dos EUA acabaram ofuscando o PIB norte-americano abaixo do esperado, mas não foram suficientes para puxarem a Bolsa para cima.

O giro financeiro da Bovespa foi o mais fraco da semana, totalizando R$ 5,772 bilhões hoje. Os dados são preliminares. “A proximidade do feriado do Dia do Trabalho, na terça-feira, e de uma segunda-feira que deve ser fraca em termos de volumes de negócios, parece ter feito o mercado ficar na defensiva”, resumiu o analista de investimentos da Leme João Pedro Brugger.

Ele avalia que o mercado passa por um ajuste após a alta de 0,72% no pregão de quinta-feira, puxada principalmente pelo ganho da Vale. A mineradora apurou lucro líquido de US$ 3,827 bilhões no período, pelo padrão USGAAP. O resultado representou uma queda de 43,9% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

Na sessão de hoje, o papel ON da mineradora caiu 0,65%, e o PNA recuou 0,67%. Também na contramão dos metais no mercado internacional, Gerdau PN perdeu 1,11%, Gerdau Metalúrgica recuou 1,45% e Usiminas PNA, caiu 1,17%.

Petrobras foi na direção oposta ao preço do petróleo no mercado internacional.O papel ON perdeu 0,81% e o PN, recuou 1,46%. Na Nymex, o petróleo para junho encerrou com ganho de 0,36%, a US$ 104,93 o barril.

Em Nova York, o índice Dow Jones avançou 0,18%, o S&P 500 apresentou valorização de 0,24% e o Nasdaq, registrou alta de 0,61%.

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