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Bolsa de Tóquio fecha em terreno positivo com forte volume de negociações

Yolanda Fordelone

22 de maio de 2013 | 07h54

Lucas Hirata, da Agência Estado

TÓQUIO – As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em forte alta nesta quarta-feira com grande volume de negociações, uma vez que a confiança na recuperação da economia do Japão e dos EUA ajudou as empresas de construção, tais como Kajima, e exportadores, como a Olympus e a Fast Retailing.

O índice Nikkei avançou 1,6%, para 15.627,26 pontos, após uma alta de 0,1% na terça-feira. Durante a sessão, o Nikkei rompeu a marca de 15.700 pontos pela primeira vez desde 13 de dezembro de 2007, colocando o índice no maior nível em cinco anos e cinco meses.

O volume de negócios foi bastante pesado, totalizando 6,38 bilhões de ações e superando a marca de 6 bilhões pela segunda sessão consecutiva. O volume recorde do ano, de 5 de abril – um dia depois de o Banco do Japão (BoJ) anunciar seu plano de flexibilização da política monetária – está em 6,45 bilhões de ações. Na quarta-feira, o valor total de negócios também foi relativamente alto a 3,97 trilhões de ienes.

Durante o intervalo da sessão, o Banco do Japão elevou sua avaliação sobre a economia do Japão, alegando que a atividade “começou a se recuperar”, o que ajudou a impulsionar os principais índices.

O interesse positivo nas ações foi ainda mais notável pelo fato de que o dólar mostrou pouca variação líquida ante o iene em comparação com os níveis dos dias anteriores. O dólar mudava de mãos em cerca de 102,61 ienes no final da tarde em Tóquio.

“Os fundos de pensões estrangeiros de longo prazo estão retornando ao mercado pela primeira vez em muito tempo”, disse um diretor de negociação de ações de uma corretora estrangeira. “Ações grandes, líquidas, de baixo desempenho(“underperforming”) devem ser o alvo, o que aumenta o efeito que os traders de varejo estão tendo no mercado, uma vez que eles preferem ações muito líquidas.”

Ásia

Os mercados de ações da Ásia fecharam em direções divergentes nesta quarta-feira, com um declínio acentuado em empresas start-ups pressionado o pregão em Xangai. Além disso, as companhias do setor de energia lideraram a Bolsa de Hong Kong para o terreno negativo.

O índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,45%, para 23.261,08 pontos, com a queda dos produtores de energia da China. A forte estreia da segunda maior oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do pregão local neste ano tampouco conseguiu elevar o sentimento dos investidores.

Os produtores independente de energia da China estão sendo prejudicados por causa de uma possível restrição à importação de carvão, disse o UBS em uma nota. A China Resources Power caiu 4,5%, a Huadian Power recuou 8,7% e a Huaneng Power perdeu 8,3%.

O índice Xangai Composto terminou em baixa de 0,1%, aos 2.302,40 pontos, com um declínio acentuado no mercado ChiNext, uma plataforma no estilo da Nasdaq para start-ups. O recuou na ChiNext acabou prejudicando o sentimento dos investidores.

Na Austrália, o índice S&P/ASX 200, da Bolsa de Syndey, fechou em queda de 0,3%, aos 5.165,4 pontos, embora algumas grandes mineradoras tenham terminado em terreno positivo. A Rio Tinto adicionou 1,8% e a BHP Billiton subiu 1,3%, depois que os preços do ferro à vista subiram pela primeira vez em duas semanas.

As informações são da Dow Jones. 

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