Bolsas asiáticas fecham em alta com redução das preocupações sobre políticas monetárias

Estadão

27 de junho de 2013 | 08h56

Lucas Hirata, da Agência Estado

TÓQUIO – Os mercados de ações asiáticos fecharam majoritariamente em alta nesta quinta-feira, uma vez que indicadores e declarações de quarta-feira deixaram os investidores mais confiantes de que os bancos centrais deverão manter suas políticas de relaxamento monetário por mais tempo. Além disso, as ações na China encerraram a sessão em leve baixa com preocupações sobre a desaceleração da economia.

As ações asiáticas receberam um impulso de Wall Street que fechou em alta na quarta-feira. Os investidos interpretaram a revisão para baixo dos dados de crescimento norte-americano do primeiro trimestre como um sinal de que a economia dos EUA ainda não está forte o suficiente para o Federal Reserve reverter seu programa de estímulo.

Também na quarta-feira, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, tranquilizou os mercados, alegando que a política da instituição continuará acomodatícia no futuro próximo.

Com isso, o índice Kospi Composto subiu 2,9% nesta quinta-feira, para 1.834,70 pontos, com os investidores estrangeiros se tornando compradores líquidos pela primeira vez em 14 sessões. A Samsung Electronics saltou 6,2%. A caça por pechinchas também sustentou os exportadores em Seul, com a Hyundai Motor avançando 4,8% e LG Display fechando em alta de 3,4%.

As ações da China, por outro lado, continuaram voláteis. Os investidores mantiveram uma postura cautelosa em meio a preocupações sobre as perspectivas de crescimento do país. O Índice Xangai Composto encerrou em queda 0,08%, aos 1.950,01 pontos, o menor nível de fechamento desde 15 de janeiro de 2009, quando terminou em 1.920,21 pontos. O índice Shenzhen Composto perdeu 1,6%, para 886,91 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,5%, para 20.440,08 pontos.

O índice Nikkei fechou em alta de 3,0%, aos 13.213,55 pontos, maior ganho porcentual desde 10 de junho. O volume de operações ficou em 2,7 bilhões de ações, totalizando 2,1 trilhões de ienes.

Fonte: Dow Jones Newswires. 

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