Bolsas asiáticas fecham em baixa com dados ruins da China e Europa

Estadão

23 de março de 2012 | 07h51

Antonio Rogério Cazzali, Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado

A maioria dos mercados da Ásia terminou no campo negativo – não houve negociações na Indonésia por ser feriado. Nesta sexta-feira, as bolsas da região sofreram com a divulgação de dados preocupantes da China e da zona do euro, que espalharam dúvidas e renovaram os temores sobre a redução do crescimento econômico global.

O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, perdeu 115,61 pontos, ou 1,1%, e terminou aos 10.011,47 pontos, após alta de 0,4% na sessão de quinta-feira. Durante o pregão, o índice chegou a cair abaixo do importante nível psicológico dos 10 mil pontos, o que não ocorria desde 13 de março. Na semana, o Nikkei acumulou perdas de 1,2%, mas permanece com alta de 18% desde o começo do ano. Já o volume de negociações teve ligeira queda para 1,76 bilhão de ações.

A Bolsa de Hong Kong apresentou o quinto pregão de queda das últimas seis sessões. O índice Hang Seng perdeu 232,76 pontos, ou 1,1%, e encerrou aos 20.668,80 pontos – na semana, o índice acumulou queda de 3%. Por conta de correções técnicas, as ações de imobiliárias tiveram o pior desempenho do dia. Sino Land perdeu 4,7%, Sun Hung Kai cedeu 3,2%, mesmo porcentual de queda de Henderson Land.

Já as Bolsas da China estenderam as perdas em virtude do aumento dos temores de desaceleração do crescimento doméstico. O índice Xangai Composto caiu 1,1% e terminou aos 2.349,54 pontos – na semana, o índice acumulou baixa de 2,3%, o pior resultado semanal de 2012. O índice Shenzhen Composto perdeu 1,8% e encerrou aos 952,80 pontos. A maioria dos bancos teve queda: Agricultural Bank of China recuou 0,4% e Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) deslizou 0,9%.

O yuan fechou em baixa ante o dólar devido a forte demanda pela moeda americana por empresas, apesar dos esforços do banco central em conduzir a divisa chinesa a alta via taxa de referência diária. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,3078 yuans, de 6,2997 yuans ontem. A taxa de paridade central dólar-yuan foi fixada em 6,2891 yuans, de 6,3004 yuans na véspera.

A Bolsa de Taipé, em Taiwan, fechou em alta, mas os investidores ainda permanecem cautelosos sobre os resultados que serão alcançados neste primeiro trimestre e à espera do “mês do consumidor”, em abril, na China. O índice Taiwan Weighted subiu 0,21% e terminou aos 8.076,61 pontos. As ações das empresas de tecnologia HTC, Asustek e Acer subiram, respectivamente, 0,5%, 1,4% e 2,5%.

Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul fechou praticamente estável, amparada pelos ganhos de empresas químicas e da Samsung Electronics, que esperam que a China introduza mais medidas de estímulo ao consumo doméstico. O índice Kospi subiu apenas 0,04% e terminou aos 2.026,83 pontos. Os papéis da Honam Petrochemical subiram 4,6% e os da Samsung avançaram 0,2%.

A Bolsa de Sydney, na Austrália, fechou em leve baixa, após a divulgação de dados preocupantes da China e da UE. O índice S&P/ASX 200 caiu 0,08% e terminou aos 4.270.39 pontos. Mineradoras ficaram entre as maiores perdedoras do dia: BHP Billiton, Rio Tinto, Newcrest Mining, Fortescue Metals e Iluka caíram entre 1,2% e 3,2%. As informações são da Dow Jones.

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