Bolsas asiáticas fecham em forte queda com preocupações sobre a China e Fed

Estadão

13 de junho de 2013 | 08h26

Lucas Hirata, da Agência Estado

TÓQUIO – Os mercados de ações da Ásia fecharam em quedas acentuadas nesta quinta-feira, depois que um ambiente de incerteza sobre a política monetária dos EUA levou a novas baixas em Wall Street na quarta-feira. Além disso, os pregões na China reagiram com uma onda pesada de vendas aos indicadores econômicos divulgados no fim de semana. As bolsas chinesas só reabriram hoje depois de um feriado de três dias.

As perdas em Nova York reforçaram “a noção de que o mercado é semelhante a um viciado que precisa de um estímulo constante, o que, neste caso, vem na forma de estímulo monetário”, disse o trader Miguel Audencial, da CMC Markets. “Mesmo uma pequena indicação ou a especulação de que esse estímulo será reduzido pode desencadear uma onda de vendas”. Ontem, o índice Dow Jones registrou sua terceira sessão consecutiva de baixa pela primeira vez este ano.

Entre os fatores que prejudicaram o sentimento dos investidores na região, está a queda acentuada de 6,4% do índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, levando as ações ao “território bear”, ou seja, mais de 20% abaixo do fechamento em 22 de maio.

O índice Kospi, da Bolsa de Seul, perdeu 1,4%, aos 1.882,73, puxado para baixo pelo enfraquecimento na região. O índice caiu abaixo da marca de 1.900 pontos pela primeira vez desde o fechamento de 22 de novembro, quando ficou em 1.899,5 pontos. A Woori Finance Holdings perdeu 3,2% e a Samsung Electronics recuou 2,0%.

O índice Xangai Composto caiu 2,8%, para 2.148,36 pontos, o menor nível de fechamento desde 12 de dezembro, quando o índice encerrou a sessão em 2.061,48 pontos. O índice Shenzhen Composto perdeu 2,9%, ou 28,20 pontos, e terminou em 955,26 pontos. Os mercados de ações da China continental ficaram fechados de segunda a quarta-feira para um feriado.

“O recuo nos dados de comércio e no índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) mostra um quadro desolador de fraca demanda doméstica e global. Expectativas de lucros do segundo trimestre das companhias terão que ser ajustados para baixo”, disse Zeng Xianzhao, analista da Everbright Securities. Além disso, na semana passada, o órgão regulador de valores mobiliários da China apresentou um projeto de plano para reformar os procedimentos de oferta de ações, o que pode abrir caminho para novas oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês).

Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em queda de 2,19%, aos 2.0887,04 pontos, puxado pelas ações de empresas chinesas listadas em sua bolsa.

Fonte: Dow Jones Newswires. 

Tudo o que sabemos sobre:

açõesÁsiaJapão

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.