Bolsas asiáticas têm alta com otimismo com Espanha e EUA

Yolanda Fordelone

18 de abril de 2012 | 08h57

As Bolsas da Ásia terminaram em alta com notícias positivas da Europa e fortes lucros de empresas nos EUA ajudando a restaurar o apetite pelo risco. O rali acompanhou os ganhos nos mercados europeu e americano, uma vez que os investidores demandaram fortemente os títulos da Espanha em seu leilão e com surpreendente crescimento do indicador do sentimento econômico na Alemanha.

A Bolsa de Hong Kong terminou em alta, impulsionada pelo forte fechamento em Wall Street devido à amenização das preocupações com a crise das dívidas da Europa, bem como ao incremento das expectativas de maior afrouxamento da política monetária na China. O índice Hang Seng subiu 1,1% e fechou aos 20.780,73 pontos. A líder nos ganhos foi a varejista de moda Esprit, com o anúncio da nomeação do ex-executivo da Sino Land Thomas Tang como novo diretor financeiro. Os papéis da empresa subiram 5,3%. Cnooc ganhou 3,1% após confirmar dimensão de novo depósito de petróleo. HSBC avançou 1,9% após confirmar lançamento de seus primeiros bônus denominados em yuans fora da China.

As Bolsas da China fecharam no seu maior nível em quase um mês, após dois dias de declínios. Os investidores ficaram animados com os ganhos nos mercados externos, enquanto as expectativas de flexibilização da política econômica ajudaram a diminuir as preocupações sobre a desaceleração do crescimento doméstico. O índice Xangai Composto avançou 2% e terminou aos 2.380,85 pontos, no maior fechamento desde 19 de março. O índice Shenzhen Composto adicionou 2,1% e encerrou aos 956,48 pontos. O sentimento positivo alavancou as ações das corretoras. Citic Securities subiu 4,8%. Sinolink Securities e Everbright Securities dispararam 6%. Entre as imobiliárias, China Vanke ganhou 3,2% e Poly Real Estate escalou 4,7%.

O yuan caiu ante o dólar depois de o banco central conduzir a moeda chinesa para baixo via a taxa de referência diária, em resposta à forte valorização da divisa americana no exterior. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,3029 yuans, de 6,3015 yuans ontem. O yuan caiu 0,14% ante o dólar desde o início do ano. A taxa de paridade central dólar-yuan foi fixada em 6,2948 yuans, de 6,2896 yuans na véspera.

A Bolsa de Tóquio, no Japão, apresentou uma alta acentuada nesta quarta-feira. A redução das preocupações sobre a dívida da zona do euro estimulou os investidores. Já os fortes ganhos no setor de tecnologia dos EUA alavancaram as ações de congêneres japonesas e de fornecedores, como TDK e Advantest.

O Nikkei ganhou 202,55 pontos, ou 2,1%, e terminou aos 9.667,26 pontos, após cair 0,1% na sessão de terça-feira. O volume de negociações seguiu fraco, com 1,6 bilhão de ações.

O índice abriu em alta, depois de um bem sucedido leilão de títulos do Tesouro espanhol na terça-feira. Além disso, uma leitura mais forte do que o esperado dos dados alemães ZEW sustentou o otimismo sobre a zona do euro.

A notícia de que o Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou sua perspectiva para o crescimento econômico global de 2012 em 0,2 ponto porcentual, para 3,5%, também ajudou o sentimento do mercado. Masayuki Doshida, analista de mercado sênior da Rakuten Securities, disse que o “sentimento positivo tomou o lugar do sentimento negativo da terça-feira”, mas acrescentou que a direção do mercado ainda não está clara.

“Os participantes do mercado estão reconstruindo suas posições em ações que estiveram recentemente sobrevendidas, apesar das perspectivas positivas de ganhos”, disse o operador de uma importante corretora japonesa, observando que essa tendência está especialmente evidente nos segmentos de semicondutores e de fabricantes de máquinas.

As ações de tecnologia subiram amplamente, após os fortes lucros no primeiro trimestre e a orientação otimista da Intel para os resultados do segundo trimestre.

As informações são da Dow Jones.

(Antonio Rogério Cazzali, Ricardo Criez e Carlos Mercuri, da Agência Estado)

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