Bolsas da Ásia encerram mês sem sinal definido

Estadão

31 de agosto de 2012 | 08h21

Antonio Rogério Cazzali, Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos

TÓQUIO – Os mercados asiáticos fecharam a semana e o mês sem tendência definida. Nesta sexta-feira, boa parte das bolsas da região reagiu a fatores internos e andou de lado, à espera do pronunciamento do presidente do Fed, Ben Bernanke, sobre a perspectiva econômica dos EUA, com possível anúncio de medidas de estímulo à economia norte-americana.

Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong, em mais uma sessão de fraco volume de negociações. O Hang Seng caiu 0,36% e terminou aos 19.482,57 pontos.

Já a Bolsa de Xangai, na China, terminou a semana em queda. Houve falta de confiança dos investidores na recuperação da economia do país, à espera de importantes dados econômicos a serem divulgados neste final de semana. O Xangai Composto deslizou 0,3% e encerrou aos 2.047,52 pontos, com perda acumulada de 2,13% na semana. Já o Shenzhen Composto ganhou 0,3%, aos 838,53 pontos. No setor financeiro, Bank of Communications perdeu 1,6%, Bank of China caiu 0,7% e Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) recuou 0,8%.

A Bolsa de Tóquio fechou em baixa acentuada. Ações de exportadores industriais, como Nippon Steel, estiveram vendidas após a divulgação de fracos dados da produção industrial japonesa e à espera do aguardado pronunciamento do Federal Reserve.

O Nikkei caiu 143,87 pontos, ou 1,6%, e terminou aos 8.839,91 pontos, após queda de 1% na sessão de quinta-feira – na semana, o índice acumulou perdas de 2,5%. No ano, contudo, tem alta de 4,5%. O volume de negociações continuou relativamente fraco, com 1,58 bilhão de ações.

O índice esteve enfraquecido desde o início do pregão, no embalo da baixa nos mercados do exterior e da piora na confiança do consumidor da zona do euro. Combinado com os decepcionantes números da produção industrial nipônica de julho, divulgados antes da abertura do mercado, os efeitos negativos foram mais do que suficientes para sobrepujar os efeitos positivos da estabilidade do iene.

“No geral, os dados econômicos dos EUA não têm sido tão ruins, mas os fracos números da produção industrial japonesa atuaram como um peso para os exportadores, especialmente os de aço, automóveis e fabricantes de eletrônicos”, disse Hiroyuki Fukunaga, CEO da Investrust. As informações são da Dow Jones.

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