Bolsas da Ásia encerram sem sinal definido

Yolanda Fordelone

30 de setembro de 2011 | 08h08

As bolsas asiáticas voltaram a apresentar números distintos. No encerramento do mês e às vésperas de longos feriados, alguns mercados decidiram andar de lado. Outros investidores reagiram bem às notícias sobre a dívida na zona do euro, além da alta em Wall Street. Mas houve bolsas que reagiram mal a fatores locais.

A Bolsa de Tóquio fechou praticamente estável, com recuo de apenas 0,01% no índice Nikkei 225, que perdeu 0,94 ponto e terminou com 8.700,29 pontos. O pesado volume de vendas das ações da Tokyo Electron, da Sumitomo Electric Industries e de outras líderes de mercado ancorou o índice, coroando um trimestre decepcionante, em que o Nikkei baixou 11,4%. No mês, o índice caiu 2,8%, e no ano a perda acumulada chega a 15%.

A Bolsa de Hong Kong seguiu o embalo baixista dos mercados chineses. O índice Hang Seng caiu 2,32% e encerrou aos 17.592,40 pontos.

Na China, o principal índice acionário fechou no nível mais baixo em quase 30 meses, pois o pessimismo dos investidores com a economia chinesa e os temores em relação aos riscos para o crescimento global se juntaram ao aperto na liquidez que antecede o feriado prolongado do Dia Nacional da China. O índice Xangai Composto baixou 0,3% e encerrou aos 2.359,22 pontos, o menor nível de fechamento desde 8 de abril de 2009. Foi a terceira sessão consecutiva de declínio.

O índice Shenzhen Composto recuou 0,2% e terminou aos 1.004,52 pontos. As ações das companhias de cimento foram pressionadas pela expectativa de que a desaceleração do crescimento econômico e os controles do governo continuem a afetar a demanda por imóveis. Anhui Conch Cement caiu 2,6% e Huaxin Cement perdeu 5,3%. Entre as financeiras, Citic Securities cedeu 1%.

As informações são da Dow Jones

(Hélio Barboza, Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado)

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