Bolsas da Ásia estendem perdas; Xangai desaba 1,7%

Estadão

27 de agosto de 2012 | 08h28

Antonio Rogério Cazzali, Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos

TÓQUIO – Os mercados asiáticos voltaram a apresentar queda nesta segunda-feira, a maioria deles por fatores internos. Não houve negociações nas Filipinas por ser feriado. A Bolsa de Jacarta, na Indonésia, foi prejudicada por problemas técnicos.

A Bolsa de Hong Kong sofreu com a fraqueza das ações relacionadas à China, por causa das persistentes preocupações sobre a desaceleração econômica chinesa. O Hang Seng caiu 0,4% e terminou aos 19.798,67 pontos. Chalco tombou 4%. China Life recuou 3,5%.

Já as Bolsas da China estenderam as perdas e tiveram o pior resultado em mais de três anos e meio. Os temores sobre os lucros bancários se somaram às contínuas preocupações sobre a desaceleração da economia doméstica. O Xangai Composto caiu 1,7% e terminou aos 2.055,71 pontos, o pior fechamento desde 2 de fevereiro de 2009. O Shenzhen Composto baixou 2,2%, aos 852,34 pontos. Destaque negativo para o setor financeiro. Entre as blue chips, Ping An Insurance despencou 4,9% e Bank of China retrocedeu 0,4%.

A Bolsa de Tóquio fechou em leve alta nesta segunda-feira, em meio ao contínuo e fraco volume de negociações. O resultado foi devido, em parte, ao otimismo sobre as perspectivas de uma nova política de flexibilização por parte do Federal Reserve, o Fed, banco central dos EUA.

O Nikkei ganhou 14,69 pontos, ou 0,2%, e terminou aos 9.085,39 pontos, após queda de 1,2% na sessão de sexta-feira. O volume de negociações foi muito fraco e totalizou apenas 1,1 bilhão de ações.

“Com os níveis comerciais reduzidos como estamos vendo, os movimentos líquidos tendem a permanecer mais misteriosos”, disse Naoki Fujiwara, administrador de fundos da Shinkin Asset Management. “Para as ações japonesas – especialmente as de exportadores -, as expectativas de medidas de estímulo por parte do Fed acabam anuladas pela valorização do iene e as implicações negativas para o lucro das empresas.” As informações são da Dow Jones.

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