Bolsas da Ásia fecham com sinais mistos

Yolanda Fordelone

28 de setembro de 2011 | 07h43

As bolsas asiáticas fecharam com números distintos. Enquanto alguns mercados se mostraram receosos com a crise da dívida na zona do euro, outros seguiram o embalo da alta em Wall Street e reagiram a fatores locais positivos.

A Bolsa de Tóquio apresentou ganho modesto, pois a força inicial do euro e as esperanças de progresso na solução da crise da dívida grega ajudaram ações de empresas exportadoras, como Sony e Panasonic, enquanto o sentimento positivo para ações do setor imobiliário foi suficiente apenas para contrabalançar a realização de lucros do final do pregão. O índice Nikkei 225 avançou 5,70 pontos, ou 0,1%, par 8.615,65 pontos.

A Bolsa de Hong Kong se enquadrou no primeiro caso e apresentou recuo, também influenciado pela rápida realização de lucros, após a forte alta de 4,2% na terça-feira. O índice Hang Seng caiu 119,49 pontos, ou 0,7%, e encerrou aos 18.101,27 pontos. Os bancos chineses lideraram o declínio. Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) perdeu 3,8%, China Construction Bank cedeu 2,3% e Bank of China deslizou 3%. Já a varejista Esprit saltou 12,4%.

Os caçadores de pechinchas voltaram a marcar presença nas Bolsas da China, mas isso não impediu que os índices voltassem ao pior nível em quase 15 meses, por conta dos temores sobre a economia doméstica, às vésperas do longo feriado de 1º de outubro. O índice Xangai Composto perdeu 1% e encerrou aos 2.392,06 pontos, o pior fechamento desde 5 de julho de 2010. O índice Shenzhen Composto caiu 1,5% e fechou aos 1.032,18 pontos. FAW Car baixou 2,2% e SAIC Motor recuou 1,7%. China Citic Securities deslizou 2,5%.

As informações são da Dow Jones

(Hélio Barboza, Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado)

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