Bolsas da Ásia fecham em alta com Fed e BCE

Estadão

31 de julho de 2012 | 08h23

Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos

TÓQUIO – Novamente à exceção da China, que sofre com os fatores locais, os mercados asiáticos encerraram em alta nesta terça-feira. Os investidores da região seguem na expectativa de que o Federal Reserve (Fed) e o Banco Central Europeu (BCE) possam lançar medidas de estímulo para impulsionar o crescimento econômico.

Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong. O Hang Seng avançou 1,08% e terminou aos 19.796,81 pontos, após alta de 1,6% na segunda-feira. O índice foi alavancado pelo peso pesado HSBC, que adicionou 0,6% após anunciar seu balanço do primeiro semestre na segunda-feira.

Já as Bolsas da China voltaram a apresentar o pior resultado em mais de três anos. Novamente, o mercado foi afetado pelas persistentes preocupações com a economia doméstica. O Xangai Composto caiu 0,3% e terminou aos 2.103,63 pontos, o pior fechamento desde 3 de março de 2009 – no mês, o índice acumulou queda de 5,5%. O Shenzhen Composto recuou 1,4%, aos 849,96 pontos. Contrariando a tendência, o setor bancário limitou as perdas: Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) ganhou 1,1%.

A Bolsa de Tóquio estendeu os ganhos e fechou em alta nesta terça-feira, no quarto pregão consecutivo de ganhos. As crescentes expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) poderá anunciar, na quinta-feira, medidas adicionais de estímulo animaram os investidores.

O Nikkei subiu 59,62 pontos, ou 0,7%, e terminou aos 8.695,06 pontos, após subir 0,8% na sessão de segunda-feira – foi o maior fechamento desde 19 de julho.

O índice abriu em queda, mas permaneceu no campo positivo a maior parte da sessão. A renovada valorização do iene sobre o dólar e o euro limitou parte dos ganhos. “Os investidores estão aguardando medidas de apoio do BCE, como decisões para comprar títulos dos governos da Itália, Espanha e Grécia”, disse Yoshihiro Ito, estrategista-chefe da Okasan Online Securities. As informações são da Dow Jones.

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