Bolsas da Ásia fecham em baixa com Wall Street e temores sobre Europa

Estadão

26 de setembro de 2012 | 08h24

Antonio Rogério Cazzali e Ricardo Criez

TÓQUIO – Os mercados asiáticos apresentaram queda nesta quarta-feira, influenciados pelo fraco desempenho de Wall Street e as manifestações na Espanha, que reacenderam os temores sobre a crise da dívida da zona do euro.

Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong, que terminou em queda também por causa do enfraquecimento nos mercados chineses. O Hang Seng perdeu 0,8% e encerrou aos 20.527,73 pontos. Esprit tombou 6,9%, liderando o declínio entre as blue chips. Já os papéis da New World Development avançaram 3,5%.

Na China, as Bolsas encerraram no menor nível em 44 meses, também por causa de preocupações de que alguns acionistas de companhias listadas irão descarregar as suas participações no quarto trimestre, criando um excesso de oferta no mercado. O Xangai Composto perdeu 1,2% e encerrou aos 2.004,17 pontos, no pior fechamento desde 23 de janeiro de 2009. O Shenzhen Composto caiu 2,2%, aos 816,79 pontos. Zhongjin Gold retrocedeu 3,8%. Zhongyuan Special Steel desabou 8,1%.

A Bolsa de Tóquio fechou em queda acentuada nesta quarta-feira. O crescente nervosismo por causa da disputa territorial entre Japão e China, combinado com a venda sazonal de várias ações que se tornaram ex-dividendos, atingiu montadoras como Toyota Motor e Honda Motor. Já os papéis da Sony caíram 4,5%, depois de a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixar o rating de seu crédito.

O Nikkei caiu 184,84 pontos, ou 2%, e terminou aos 8.906,70 pontos, após alta de 0,2% na sessão de terça-feira. Foi o pior fechamento desde 11 de setembro e a maior queda porcentual desde 18 de maio. O volume de negociações recuou para 1,46 bilhão de ações.

A baixa em Wall Street e a realização de lucros devido à pressão de venda dos ex-dividendos derrubaram o índice. As persistentes tensões políticas entre Japão e China adicionaram um sentimento baixista ao mercado.

“Há muita política a ser feita em todos os lados nessa disputa das Ilhas Senkaku”, diz Norihiro Fujito, estrategista de investimentos sênior da Mitsubishi UFJ Morgan Stanley Securities. “Mas, no fundo, esta é uma questão de soberania territorial e, como tal, não está sujeita a um compromisso equitativo. Esta questão poderá pairar sobre o mercado nos próximos meses.” As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:

açõesÁsiaChinahong kongtóquio

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.