Bolsas da Ásia fecham em queda

Yolanda Fordelone

27 de dezembro de 2011 | 08h04

As bolsas asiáticas fecharam em queda, conduzidas pelos índices acionários chineses, que recuaram para uma mínima em 33 meses, com as perdas espalhadas através dos setores em meio ao fraco volume de negócios e condições de liquidez apertadas.

As ações negociadas na Bolsa de Tóquio registraram um declínio modesto nesta terça-feira, em meio a um ambiente de volume leve e diante da falta de catalisadores antes dos indicadores que serão apresentados durante esta terça-feira nos EUA. O Nikkei caiu 38,78 pontos (0,5%), para 8.440,56 pontos, após ter subido 1% no dia anterior. O volume de negócios voltou a ser o menor do ano pelo segundo dia consecutivo, com apenas 807 milhões de ações movimentadas no pregão.

As bolsas da China fecharam em terreno negativo pelo segundo dia consecutivo, em razão da cautela dos investidores antes do feriado do Ano Novo, embora possam registrar um recuperação técnica após o índice Xangai Composto atingir seu menor nível em quase 3 anos. O índice caiu 1,1%, para 2.166,21 pontos. O Shenzhen Composto recuou 2,6%, em 853,97 pontos. Mas analistas observaram, contudo, que o índice Xangai Composto poderá cair ainda mais e testar a mínima intraday da quinta-feira, de 2.149,42 pontos, visto que o sentimento está fraco após as fortes perdas nas bolsas chinesas. As fabricantes de trens de alta velocidade ampliaram suas perdas após a agência de notícias Xinhua reportar que a China planeja cortar os investimentos na construção de ferrovias no próximo ano para 400 bilhões de yuans (US$ 63,3 bilhões), de 469 bilhões de yuans neste ano e 700 bilhões de yuans em 2010. CSR (-2,0%) e China CNR (-0,9%).

As informações são da Dow Jones.

(Antonio Rogério Cazzali, Roberto Carlos dos Santos e Clarissa Mangueira, da Agência Estado)

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