Bolsas da Ásia fecham em queda com pessimismo sobre Espanha

Mariana Congo

19 de junho de 2012 | 08h18

Antonio Rogério Cazzali, Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado

TÓQUIO – A maioria dos mercados asiáticos encerrou em baixa nesta terça-feira. O aumento da taxa de juros da dívida espanhola veio como um balde de água fria no otimismo dos investidores após o resultado positivo nas eleições da Grécia.

A Bolsa de Hong Kong, contudo, encerrou estável. O Hang Seng Index terminou aos 19.416,67 pontos. Houve modesta realização de lucros, após o rali de 3,3% nos últimos dois pregões. Os investidores evitaram fazer grandes apostas, embora tenham esperanças de medidas de flexibilização monetária por parte do FOMC, dos Estados Unidos. China Overseas Land desabou 3,3% e Hong Kong Exchanges & Clearing (HKEx) recuperou 2,3%.

As Bolsas da China ficaram no campo negativo, com as preocupações sobre excesso de liquidez com os planos de lançamento de novas IPOs por Citic Heavy Industries e China National Nuclear Power. O Xangai Composto caiu 0,7% e terminou aos 2.300,79 pontos. O Shenzhen Composto também perdeu 0,7%, aos 958,00 pontos. Os produtores de cimento lideraram as perdas por causa da realização de lucros. Zhejiang Jianfeng recuou 1,9% e Anhui Conch Cement baixou 0,4%.

A Bolsa de Tóquio fechou em queda nesta terça-feira. Os investidores voltaram a atenção para o preocupante estado financeiro da Espanha, após digerir o otimismo da véspera com os resultados eleitorais da Grécia. As vendas em peso pesado como Fanuc ofuscaram a fuga para as compras seguras em Softbank e Takeda Pharmaceutical.

O Nikkei caiu 65,15 pontos, ou 0,8%, e terminou aos 8.655,87 pontos, após o rali de 1,8% na segunda-feira, quando atingiu o maior fechamento em quase um mês. O volume de negociações seguiu fraco e em queda, com 1,38 bilhão de ações, mais uma vez com os investidores à espera dos desdobramentos das reuniões do G-20 e do FOMC do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). As informações são da Dow Jones. 

Tudo o que sabemos sobre:

ÁsiabolsaChinahong kongtóquio

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.