Bolsas da Ásia iniciam semana sem sinal definido

Estadão

24 de setembro de 2012 | 08h22

Antonio Rogério Cazzali e Ricardo Criez

TÓQUIO – Assim como na sexta-feira, os mercados asiáticos fecharam com resultados distintos nesta segunda-feira.

A Bolsa de Hong Kong teve ligeira queda, à medida que os investidores realizaram lucros. O Hang Seng caiu 0,2% e terminou aos 20.694,70 pontos. O setor imobiliário, contudo, contrariou a tendência e seguiu no campo positivo por causa da alta nos preços dos imóveis. Henderson Land subiu 0,4% e Sun Hung Kai Properties avançou 1,3%.

Na China, as Bolsas fecharam em alta, estimuladas pela presença de investidores em busca de ofertas de ocasião em ações cíclicas, após o recente pessimismo sobre a economia doméstica. O Xangai Composto ganhou 0,3% e encerrou aos 2.033,19 pontos. O Shenzhen Composto subiu 0,8%, aos 840,59 pontos. Destaque para os setores de cimento e de mineradoras de carvão: Jiangxi Wannianqing Cement saltou 6,1% e Shanxi Xishan Coal and Electricity Power avançou 5,4%.

A Bolsa de Tóquio fechou em queda nesta segunda-feira. A valorização do iene e o aumento dos temores sobre o crescimento econômico chinês prejudicaram as ações de estaleiros e siderúrgicas, como Mitsui OSK Lines e Nippon Steel. Já a problemática eletrônica Renesas avançou 31%, após a notícia de um possível pacote de ajuda financeira.

O Nikkei deslizou 40,71 pontos, ou 0,5%, e terminou aos 9.069,29 pontos, após alta de 0,3% na sessão de sexta-feira. O volume de negociações foi fraco e recuou para 1,41 bilhão de ações.

“É normal o iene subir nesta época do ano (última semana antes do encerramento do primeiro semestre fiscal) devido às operações dos exportadores de repatriação de moeda”, disse Nicholas Smith, estrategista de ações da CLSA. “Parece que depois de uma semana de apostar no risco, os investidores estão retirando alguns dos riscos da mesa.” As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:

açõesÁsiabolsaChinahong kongtóquio

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.