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Bolsas da Ásia recuam com indicadores decepcionantes dos EUA

Estadão

20 de abril de 2012 | 07h51

Antonio Rogério Cazzali, Ricardo Criez e Carlos Mercuri, da Agência Estado

As Bolsas da Ásia encerraram em baixa em sua maioria, com os decepcionantes dados dos EUA sobre mercado de trabalho, atividade industrial e de vendas de imóveis trazendo preocupações quanto à saúde do país e deprimindo a demanda.

A Bolsa de Tóquio, no Japão, caiu 27,02 pontos, ou 0,3%, e terminou aos 9.561,36 pontos, após queda de 0,8% na sessão de quinta-feira – no mês, o índice acumula baixa de 5,2%, depois de apresentar um aumento de 19% no primeiro trimestre.

A Bolsa de Hong Kong terminou estável, uma vez que as expectativas de afrouxamento monetário por parte de Pequim foram encobertas pelas preocupações com o crescimento global após desapontadores dados econômicos dos EUA. O índice Hang Seng subiu 0,07% e fechou aos 21.010,64 pontos. Os temores sobre a maior economia do mundo afetaram a operadora portuária China Merchants Holdings, que caiu 1,0%. Orient Overseas perdeu 2,0% após informar queda de 0,9% na receita trimestral.

As Bolsas da China tiveram alta acentuada, na maior pontuação em um mês. O rali foi estimulado pelas expectativas de flexibilização da economia, após um influente economista do governo afirmar que o PIB deverá se recuperar no terceiro trimestre, e que há espaço para ajustes na política macroeconômica. O índice Xangai Composto subiu 1,2% e terminou aos 2.406,86 pontos, o maior patamar desde 19 de março – na semana, o índice acumulou alta de 2%. O índice Shenzhen Composto ganhou 0,8% e terminou aos 961,77 pontos. O setor financeiro foi o que mais se beneficiou. Industrial Bank avançou 2,7%, China Merchants Bank adicionou 1,9% e China Minsheng Banking teve alta de 1,6%.

O yuan caiu ante o dólar depois de o banco central conduzir a moeda para baixa via taxa de referência diária em meio à desvalorização de outras divisas da Ásia. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,3085 yuans, de 6,3039 yuans ontem. A moeda chinesa teve queda de 0,2% ante a americana desde o início do ano. A taxa de paridade central dólar-yuan foi fixada em 6,3042 yuans, de 6,3004 yuans na véspera.

Em Taiwan, a Bolsa de Taipé fechou em seu patamar mais baixo desde 30 de janeiro com o mergulho das ações das fornecedoras de componentes para o iPhone da Apple, preocupadas sobre um possível atraso na nova geração do smartphone devido à escassez de chips da Qualcomm. Além disso, a retomada do imposto sobre o capital está pesando no mercado. O índice Taiwan Weighted caiu 1,52% e encerrou aos 7.507,15 pontos. Dentre as fornecedoras de componentes eletrônicos, Gold Circuit perdeu 7%.

Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul fechou em queda com o forte movimento de vendas por estrangeiros e instituições locais, tendo em vista os dados desapontadores da economia dos EUA, que renovaram as preocupações sobre as perspectivas de crescimento global. O índice Kospi recuou 1,26% e terminou aos 1.974,65 pontos. As empresas químicas tiveram as maiores perdas. Os papéis da LG Chem caíram 9,2% e os da Honam Petrochemical, 8,3%. Porém, as ações da Korea Aerospace Industries subiram 3,7%.

Na Austrália, a Bolsa de Sydney fechou praticamente estável, com negociações mistas antes do fim de semana. O índice S&P/ASX 200 subiu 0,09% e encerrou aos 4.366,50 pontos. A maioria dos bancos teve bom desempenho antes dos pagamentos de dividendos futuros. Além disso, pesou positivamente a notícia de que Austrália e China poderão dar mais estímulos à economia. As ações do ANZ Bank subiram 0,6%, enquanto as mineradoras BHP Billiton e Rio Tinto ficaram estáveis, apesar de quedas em Wall Street. As informações são da Dow Jones.

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