Bolsas da Ásia seguem em baixa com preocupações sobre crise europeia

Mariana Congo

26 de junho de 2012 | 08h16

Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado

TÓQUIO – A maioria dos mercados asiáticos seguiu em baixa nesta terça-feira. As bolsas da região foram novamente influenciadas pela crise na União Europeia, após a agência de classificação de risco Moody’s rebaixar o rating de 28 bancos espanhóis.

Uma das exceções foi a Bolsa de Hong Kong, onde houve uma tímida recuperação após queda de 3,2% nas últimas três sessões. Com a presença dos caçadores de barganhas, o Hang Seng ganhou 0,45% e terminou aos 18.981,84 pontos.

Já as Bolsas da China fecharam estáveis. A presença de investidores em busca de ofertas de ocasião no setor financeiro ofuscou a queda devido às dúvidas se a Europa conseguirá tomar medidas decisivas para administrar sua crise da dívida soberana. O Xangai Composto terminou aos 2.222,07 pontos. O Shenzhen Composto encerrou aos 918,24 pontos. Everbright Securities ganhou 2,1%, mas Yanzhou Coal Mining deslizou 5,4%.

A Bolsa de Tóquio fechou em queda pelo terceiro pregão seguido nesta terça-feira. O fortalecimento do iene e as reticências dos investidores, na esteira do aumento das preocupações econômicas globais, levaram à venda em ações de exportadores, como Shin-Etsu Chemical e Tokyo Electron. Os investidores também aguardaram a votação parlamentar sobre o aumento do imposto sobre vendas – que acabou aprovada hoje pela Câmara Baixa, mas ainda não repercutiu no mercado acionário.

O Nikkei caiu 70,63 pontos, ou 0,8%, e terminou aos 8.663,99 pontos, após baixa de 0,7% na sessão de segunda-feira. O volume de negociações foi mais robusto que em pregões anteriores e subiu para 1,8 bilhão de ações. Mas, segundo os traders, os investidores permaneceram em modo de aversão ao risco. As informações são da Dow Jones.

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