Bolsas da Ásia têm baixa com Fed e fracos dados industriais da China

Yolanda Fordelone

21 de junho de 2012 | 08h41

Os mercados asiáticos encerraram em baixa nesta quinta-feira. Além da decepcionante decisão do Fed, que não anunciou novas medidas de estímulo para a economia dos Estados Unidos, os investidores reagiram mal aos fracos dados industriais preliminares (PMI) de junho da China.

Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong, onde aumentaram as preocupações sobre a economia chinesa. O Hang Seng perdeu 1,3% e terminou aos 19.265,07 pontos. Destaque para Evergrande Real Estate, que desabou 11,4% com a notícia divulgada pela imprensa de Los Angeles de supostas irregularidades contábeis. A queda da imobiliária derrubou as ações do setor: China Resources Land deslizou 5,3% e China Overseas Land baixou 3,9%.

As Bolsas da China ficaram no campo negativo pelo terceiro pregão seguido, novamente devido às preocupações com a economia doméstica, após a divulgação de um fraco PMI. O Xangai Composto caiu 1,4% e terminou aos 2.260,88 pontos – na semana, o índice acumulou queda de 2%, já que amanhã os mercados não abrirão devido a um feriado. O Shenzhen Composto também perdeu 1,4%, aos 943,06 pontos. Bancos e manufatureiros lideraram a baixa. China Merchants Bank recuou 1,2%. SAIC Motor deslizou 1,5% e a fabricante eletrônica ZTE baixou 0,7%.

A Bolsa de Tóquio fechou em alta pela segunda sessão consecutiva nesta quinta-feira. O resultado positivo foi estimulado pela desvalorização do iene frente ao dólar e o euro, após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) estender a Operação Twist até o fim do ano.

O Nikkei subiu 71,76 pontos, ou 0,82%, e terminou aos 8.824,07 pontos, após alta de 1,1% na sessão de quarta-feira – foi o maior fechamento desde 17 de maio. O volume de negociações teve um aumento em relação às recentes sessões, para 1,78 bilhão de ações, no melhor resultado desde 8 de junho.

As informações são da Dow Jones.

(Antonio Rogério Cazzali, Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos)

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