Bolsas da Ásia têm queda acentuada com fraco dado industrial da China

Estadão

20 de setembro de 2012 | 08h40

Antonio Rogério Cazzali e Ricardo Criez

TÓQUIO – Os mercados asiáticos fecharam em baixa nesta quinta-feira, influenciados pelo fracos números da produção industrial da China – o PMI preliminar de setembro ficou em modo de contração pelo 11º mês seguido.

Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong, que também sofreu com a realização de lucros, após apresentar, na véspera, sua maior pontuação em quatro meses e meio. O Hang Seng recuou 1,2% e terminou aos 20.590,92 pontos. China Unicom desabou 5,2%, com o pior desempenho entre as blue chips. Cnooc recuou 3,5%.

A confiança do investidor seguiu abalada nas Bolsas da China, com a ausência de sinais de recuperação da economia doméstica. O Xangai Composto despencou 2,1% e encerrou aos 2.024,84 pontos, no pior fechamento desde 2 de fevereiro de 2009. O Shenzhen Composto desabou 3%, aos 840,21 pontos. New China Life Insurance esteve entre as grandes perdedoras do dia, ao tombar 7,2%. Guangzhou Automobile, que tem joint ventures com Honda e Toyota, deslizou 3,8%.

A Bolsa de Tóquio fechou em queda acentuada nesta quinta-feira. Os decepcionantes números da atividade industrial da China, a visão conservadora da Samsung Electronics sobre suas despesas e a baixa nos preços do petróleo foram fatores que, combinados, prejudicaram fortemente peso pesados como como Fanuc, Tokyo Electron, e Inpex.

O Nikkei deslizou 145,23 pontos, ou 1,6%, e terminou aos 9.086,98 pontos, após alta de 1,2% na sessão de quarta-feira, quando atingiu o melhor fechamento desde 2 de maio. O volume de negociações continuou forte, com 1,9 bilhão de ações, similar ao do dia anterior.

“Não é que o PMI chinês tenha sido tão ruim, mas ele continua a definhar abaixo do limite de expansão”, disse Norihiro Fujito, estrategista de investimentos da Mitsubishi UFJ Morgan Stanley Securities. “O sentimento geral é que o PMI pode continuar em contração por algum tempo e o impacto resultante sobre empresas japonesas que fazem negócios na China poderá ser dramático e prolongado”. As informações são da Dow Jones.

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