Bolsas da Europa fecham com sinais mistos; Bovespa sobe

Bianca Pinto Lima

26 de outubro de 2011 | 14h54

As bolsas de valores da Europa fecharam com sinais mistos nesta quarta-feira, com dados econômicos dos Estados Unidos e resultados empresariais equilibrando a cautela com a cúpula da União Europeia (UE).

O índice das principais ações europeias FTSEurofirst 300 subiu 0,06%, aos 983 pontos, devolvendo boa parte dos ganhos do início do pregão por preocupações sobre a cúpula da UE, com desacordos permanecendo entre os líderes sobre questões importantes.

Em Londres, o índice Financial Times fechou em alta de 0,50%, a 5.553 pontos, enquanto em Frankfurt, o índice DAX caiu 0,51%, para 6.016 pontos. Já em Paris, o índice CAC-40 perdeu 0,15%, para 3.169 pontos. Em Milão, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,07%, para 16.071 pontos. Madri, por sua vez, o índice Ibex-35 retrocedeu 0,53%, para 8.832 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 encerrou em queda de 0,18%, para 5.840 pontos.

No mercado doméstico, a Bovespa se mantém em alta durante a tarde e sobe 0,69%, aos 56.674 pontos. Já o dólar opera estável, cotado a R$ 1,764. Em Nova York, Dow Jones sobe 0,41%, S&P 500 tem alta de 0,06% e Nasdaq, termômetro do setor de tecnologia, recua 0,51%.

Resultados empresariais superaram previsões e impulsionaram as ações do grupo norueguês de telecomunicação Telenor e da companhia farmacêutica e química Merck, cujas ações subiram 8,5% e 5,3%, respectivamente.

“Por trás de tudo isso está a perspectiva de uma crise financeira”, disse Mike Lenhoff, estrategista-chefe da Brewin Dolphin. “O mercado quer algum indício de que há um acordo sobre o desconto para investidores de bônus e sobre o fundo de resgate.”

Lenhoff acrescentou que o mercado pode devolver a alta recente se as autoridades não conseguirem lidar com a gravidade da situação, mas que, por outro lado, se houver um acordo sólido sobre questões importantes, o mercado pode subir mais 10% até o fim do ano.

O mercado está atento a dois principais pontos na Europa:

1. Fundo de resgate: os países devem anunciar um aumento da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês). Notícias mais cedo indicavam que a Alemanha quer uma ampliação para até € 1 trilhão.

2. Desconto de títulos da Grécia: ainda nesta quarta-feira os países devem propor um desconto sobre os títulos públicos da Grécia, concentrados principalmente em carteiras de bancos da região. Não há um consenso sobre o valor, mas acredita-se que pode chegar a até 60%.

(Com Reuters e Yolanda Fordelone, do Economia & Negócios)

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