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Bolsas da Europa fecham em alta após leilão da Espanha

Estadão

17 de abril de 2012 | 15h24

Renan Carreira, da Agência Estado

As bolsas europeias fecharam em alta nesta terça-feira após as preocupações com a crise da dívida na Europa diminuírem, graças a um leilão da Espanha considerado bem-sucedido. Além disso, pesaram para o lado positivo o quinto aumento mensal consecutivo do índice alemão ZEW de expectativas econômicas e a elevação, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), da previsão para o crescimento econômico global em 2012 e 2013.

O índice Stoxx Europe 600 terminou a sessão com alta de 2,04%, aos 259,45 pontos.

No entanto, as ações da Repsol caíram após a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, apresentar ontem ao Congresso um projeto de lei para expropriar 51% das ações da petrolífera YPF, que pertence a Repsol. Apesar disso, em Madri, o índice Ibex 35 fechou na máxima, em alta de 2,28%, a 7.373,30 pontos.

No leilão de títulos de curto prazo realizado nesta manhã, o custo de financiamento da Espanha quase dobrou na comparação com a operação do mês passado, refletindo as preocupações com as finanças e a economia do país. Porém, o Tesouro Espanhol vendeu um volume de títulos maior do que o planejado, em um sinal de demanda saudável pelos papéis. Foram vendidos € 3,178 bilhões em títulos de 12 e 18 meses, acima do topo da faixa pretendida, que ia de € 2 bilhões a € 3 bilhões.

Além disso, as expectativas econômicas da Alemanha contrariaram as previsões e melhoraram novamente em abril, segundo dados do Centro para Pesquisa Econômica Europeia, conhecido como ZEW. O índice ZEW de expectativas econômicas subiu para 23,4, de 22,3 em março, ao contrário da previsão dos economistas consultados pela Dow Jones de queda para 20,0.

Com a alta de abril, o índice avançou pelo quinto mês consecutivo e permaneceu em território positivo pelo terceiro mês seguido. O índice de condições atuais aumentou para 40,7 em abril, de 37,6 em março, acima da estimativa de 35,0.

O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, fechou na máxima, em alta de 2,72%, para 3.292,51 pontos. Os bancos franceses lideraram os avanços. Société Générale subiu 8,6% e Crédit Agricole teve ganho de 7,4%. Saint-Gobain registrou alta de 6,4%.

Na Itália, o FTSE MIB fechou em forte alta, avanço de 3,68%, para 14.942,05 pontos. Banco Popolare subiu 9,3%, Intesa Sanpaolo teve ganho de 8,1% e Unicredit registrou alta de 7,2%.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX subiu 2,65%, fechando a 6.801,00 pontos. Commerzbank teve alta de 5,8%, Munich Re avançou 4,4% e Deutsche Bank subiu 4,5%. Sky Deutschland registrou ganho de 7% após a companhia reter os direitos de transmissão do futebol alemão por mais quatro anos.

Em Londres, o índice FTSE avançou 1,78%, a 5.766,95 pontos. Barclays subiu 4,6% e Lloyds Banking Group teve alta de 4,2%. Por outro lado, Burberry caiu 5,9% em meio a uma desaceleração do crescimento das vendas no quatro trimestre. Marks & Spencer recuou 2,5% após dizer que as previsões de negócios permanecem desafiadoras.

Em Portugal, o índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, registrou ganho de 1,22%, para 5.237,51 pontos. As informações são da Dow Jones.

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