Bolsas da Europa tentam manter alta após ações da Fitch e morte de Kim

Yolanda Fordelone

19 de dezembro de 2011 | 08h18

As bolsas europeias tentam se firmar em alta após o sentimento dos investidores ter sido afetado negativamente pelo rebaixamento da perspectiva do rating da França pela Fitch, na sexta-feira. Além disso, a morte do ditador norte-coreano Kim Jong Il levantou preocupações com uma potencial instabilidade na Ásia.

Também pesam sobre os mercados as expectativas quanto a uma teleconferência entre ministros da zona do euro, na qual serão discutidos um aumento no poder de fogo do Fundo Monetário Internacional (FMI) para fazer empréstimos para países europeus debilitados e a implementação da consolidação fiscal na região.

A decisão da Fitch de reduzir a perspectiva do rating da França de estável para negativa deixou os investidores nervosos, porém o fato de a agência ter mantido a classificação AAA do país limitou as reações negativas. A Fitch também colocou em revisão para potencial rebaixamento as notas de crédito da Bélgica, da Espanha, da Eslovênia, da Itália, da Irlanda e do Chipre.

Enquanto isso, os bancos do Reino Unido operam em baixa em seguida a relatos de que o governo britânico deverá endossar as propostas da Comissão Independente Bancária para as instituições financeiras do país. Isso incluirá um controle dos negócios de varejo dos bancos.

Às 7h45 (de Brasília), Londres subia 0,25%, Paris ganhava 0,16%, Frankfurt avançava 0,49% e Milão tinha alta de 0,86%. O dólar ganhou impulso conforme os investidores buscaram segurança na moeda norte-americana após a morte do ditador Kim Jong Il, da Coreia do Norte, e também em consequência das contínuas preocupações com a crise europeia. O euro caía para US$ 1,3025, de US$ 1,3045 no fim da tarde de sexta-feira, e o dólar subia para 77,92 ienes, de 77,78 ienes.

Em comentário a clientes, o Deutsche Bank afirmou que a crise de dívida da zona do euro vai continuar sendo o principal assunto em 2012. “Todos os outros assuntos provavelmente serão derivados da crise, desde a profundidade da recessão até os riscos políticos nacionais e regionais”, comentaram analistas do banco. As informações são da Dow Jones.

(Danielle Chaves, da Agência Estado)

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