Bolsas de NY fecham em direções divergentes após dados mistos nos EUA

Estadão

28 de agosto de 2012 | 18h05

Álvaro Campos

NOVA YORK – As bolsas de Nova York fecharam em direções divergentes nesta terça-feira, em meio a indicadores econômicos mistos e à cautela que prevalece antes do discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, na sexta-feira.

O índice Dow Jones caiu 21,68 pontos (0,17%), fechando a 13.102,99 pontos. O S&P 500 perdeu 1,14 ponto (0,08%), fechando a 1.409,30 pontos. Já o Nasdaq avançou 3,95 pontos (0,13%), fechando a 3.077,14 pontos.

Hoje o Conference Board divulgou que seu índice de confiança do consumidor caiu para 60,6 em agosto, o nível mais baixo desde novembro de 2011 e bem abaixo da previsão dos analistas, de 66. Do outro lado, a pesquisa S&P/Case Shiller mostrou que os preços das moradias nos EUA subiram 0,5% em junho nas 20 maiores cidades do país, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

E em uma semana de grande importância para os bancos centrais, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, disse que não vai participar da conferência anual de Jackson Hole, nos EUA. Segundo alguns analistas, isso pode ser um sinal de que as autoridades europeias estão discutindo uma medida robusta para conter a crise da dívida na zona do euro. Os investidores também estão ansiosos pelo discurso de Bernanke durante o encontro, em busca de sinais de novas medidas do Fed para estimular a economia norte-americana.

“Nós estamos sugerindo para nossos investidores que eles vejam a semana passada e esta com cautela. Os volumes de negociação estão realmente baixos e muitos traders sazonais e profissionais estão de férias”, afirma Brad Sorensen, diretor de análises de mercado da consultoria Charles Schwab. “As coisas vão esquentar com Jackson Hole e o encontro do BCE na semana que vem”, acrescenta.

Para Elliot Spar, estrategista da Stifel Nicolaus, o S&P 500 está preso em uma faixa entre 1.398 e 1.426 pontos. “Se o mercado não gostar das decisões do BCE no dia 6 de setembro, eu acredito que esse piso deve ser rompido”, comenta.

No campo corporativo, as ações de companhias do setor de energia subiram, com o aumento nos preços do petróleo, provocado pela passagem do furacão Isaac, que já causou uma queda de 93% na produção do Golfo do México. Exxon subiu 0,41% e Chevron avançou 0,55%.

Já os papéis da Lexmark dispararam 13,73%, após a companhia afirmar que vai demitir 1,7 mil funcionários, quase 13% da sua força de trabalho, como parte de um plano de reestruturação da fabricante de impressoras, que também vai deixar de produzir modelos de jato de tinta. Já a Hewlett-Packard recuou 1,80% e Bank of America perdeu 1,36%, liderando as perdas em Nova York. As informações são da Dow Jones.

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