Bolsas de NY fecham em queda e zeram ganhos em julho com Espanha e balanços

Estadão

20 de julho de 2012 | 18h09

Álvaro Campos, da Agência Estado

NOVA YORK – As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta sexta-feira, zerando os ganhos registrados em julho. Os mercados acionários foram pressionados pelos renovados temores com a Europa, em especial a Espanha, onde uma das administrações regionais deve pedir ajuda ao governo central. Balanços corporativos também estiveram no foco dos investidores.

O índice Dow Jones caiu 120,79 pontos (0,93%), fechando em 12.822,57 pontos. O Nasdaq recuou 40,60 pontos (1,37%), fechando em 2.925,30 pontos. E o S&P 500 teve retração de 13,85 pontos (1,01%), fechando a 1.362,66 pontos. Com os resultados de hoje, o Dow Jones agora acumula perda de 0,5% em julho, enquanto o Nasdaq recua 0,3% neste mês. O S&P ainda está no positivo, mas com uma alta acumulada de apenas 0,1%.

O governo da Espanha reviu hoje sua projeção para a economia do país e agora acredita que a recessão deve se prolongar para o ano que vem. Em uma entrevista à imprensa, o ministro do Orçamento, Cristóbal Montoro, disse que o Produto Interno Bruto (PIB) deve ter contração de cerca de 0,5% em 2013, em vez da expansão de 0,2% prevista anteriormente. Além disso, o governo da região autônoma de Valência informou que solicitará ajuda financeira do fundo recém criado pelo governo central diante das dificuldades para refinanciar dívidas.

Notícias corporativas também impactaram os mercados nessa sexta-feira. “A maioria das ações com melhor e pior desempenho foi guiada pelos balanços”, afirma Dan Greenhaus, estrategista-chefe global da BTIG. Alguns exemplos citados por ele são SanDisk Corp. (+10,32%) e Chipotle Mexican Grill (-21,51%), que divulgaram balanços trimestrais hoje.

Dos dez setores do S&P 500, oito fecharam no vermelho hoje. O destaque negativo é o setor financeiro (Bank of America -2,62%, Citigroup -2,71%, JPMorgan -1,63% e Morgan Stanley -3,55%). Já o Google avançou 2,99%, após divulgar seu balanço na noite de ontem, que superou as expectativas. A General Electric, que também reportou números trimestrais acima do esperado, teve valorização de 0,35%.

“Os resultados corporativos têm sido divergentes, mas o tom comum tem sido a superação de expectativas reduzidas. As notícias para a companhias de tecnologia não são tão boas, nem as previsões para a segunda metade do ano. Mas, apesar disso, essas companhias definiram melhor nos últimos dias como serão os próximos trimestres, e essa previsibilidade maior ajudou a melhorar o sentimento dos investidores”, comenta Lawrence Creatura, gestor de portfólio da Federated Investors. As informações são da Dow Jones.

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