Bolsas de NY fecham em queda em dia sem ‘notícias de peso’

Estadão

20 de agosto de 2012 | 18h34

Patrícia Braga, da Agência Estado

As bolsas de Nova York deram uma pausa nesta segunda-feira, na ausência de notícias macroeconômicas de peso e com o final das férias no hemisfério norte, além das preocupações com a Europa. O índice Dow Jones caiu 3,56 pontos, ou menos de 0,1%, fechando a 13.271,64, após ter registrado na sexta-feira o nível mais elevado desde abril. E o Nasdaq caiu 0,38 pontos, ou menos de 0,1%, para 3.076,21 na sequencia da sexta semana consecutiva de ganhos de Nova York no final da sexta-feira, a maior sequência de alta desde janeiro do ano passado. Já o S&P encerrou o dia em queda de 0,03 pontos, ou menos de 0,1%, para 1.418,13

“Os mercados podem estar um pouco cansados e após as maiores altas em quatro anos para o S&P e a Dow na sexta-feira, eles tiraram uma folga”, afirmou o estrategista  Ryan Larson, do RBC Global Asset Management.

Os mercados de ações na Europa também fecharam em queda hoje, após o Banco Central Europeu (BCE) ter desmentido a reportagem na qual o Der Spiegel afirma que o banco estava se preparando para intervir nos mercados de dívida soberana.

No noticiário corporativo, as ações do Facebook conseguiram reverter a tendência de queda apresentada no começo da sessão em Nova York, depois de os papéis terem sido prejudicados nas últimas semanas pelos fracos resultados no segundo trimestre deste ano e pelo vencimento de regras que impediam investidores de venderem suas ações para o mercado.

Com o declínio do início do dia, os papéis da rede social ficaram oficialmente abaixo da metade do valor da oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações, de US$ 38 cada. As ações fecharam em alta de 5,04%, a US$20,02, depois de ter atingido a mínima de US$ 18,75 no começo do dia.

Já a Apple Inc. registrou ganhos de 2,6%, o que elevou a capitalização de mercado da empresa para US$ 623,5 bilhões. Agora, a Apple detém o título de companhia mais valiosa por capitalização de mercado, superior em mais de US$ 200 bilhões à da Exxon Mobil, a segunda maior, com US$ 405 bilhões. Microsoft, Wal-Mart e IBM compõem o restante do ranking das cinco maiores. A empresa já detinha o primeiro lugar no ranking das empresas mais valiosas desde o final do ano passado. As informações são da Dow Jones.

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