Bolsas europeias fecham em alta

Estadão

27 de junho de 2012 | 14h27

Renan Carreira, da Agência Estado

LONDRES – As bolsas europeias fecharam em alta nesta quarta-feira, após quatro sessões de baixa, com mais detalhes sobre a ajuda à Espanha e ao Chipre. Além disso, dados positivos nos EUA ajudaram a impulsionar o sentimento. O índice Stoxx Europe 600 fechou a sessão em alta de 1,35%, aos 245,87 pontos. No entanto, o mercado mantém o foco na cúpula de dois dias da União Europeia (UE), que começa amanhã.

Hoje, os ministros das Finanças da zona do euro (Eurogrupo) informaram, em um comunicado após uma teleconferência, que a assistência de até 100 bilhões de euros para a Espanha será canalizada pelo Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária (FROB), que é usado pelo governo para ajudar na integração do sistema bancário espanhol. O recurso será fornecido pela Linha de Estabilidade Financeira Europeia até que o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês) esteja disponível, o que deve acontecer em breve.

O Eurogrupo também recebeu com bons olhos o pedido de ajuda feito pelo Chipre, embora condicionando o socorro ao cumprimento de exigências severas de política fiscal, desalavancagem bancária e reformas estruturais.

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse que a instituição está pronta para ajudar a zona do euro no pacote de resgate ao país. Segundo fontes, o governo cipriota vai precisar de até 10 bilhões de euros para recapitalizar os bancos do país. Como o valor é relativamente pequeno, não estava claro ainda se o FMI participaria do programa.

Nos EUA, as encomendas de bens duráveis nos EUA cresceram 1,1% em maio, para o valor sazonalmente ajustado de US$ 217,15 bilhões, segundo o Departamento de Comércio. O resultado marcou a primeira alta em três meses e sugere que o setor manufatureiro se estabilizou um pouco após uma desaceleração no início da primavera (Hemisfério Norte).

Já o número de americanos que assinaram contratos para a compra de moradias usadas subiu em maio e atingiu o nível mais alto do ano, o último dado em uma série de sinais de recuperação do mercado imobiliário, de acordo a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis. O índice sazonalmente ajustado de vendas pendentes de casas usadas avançou 5,9% em comparação com abril. Os economistas consultados pela Dow Jones previam uma alta de 2,3%.

O índice Ibex-35 da Bolsa de Madri fechou na máxima, com ganho de 2,12%, aos 6.666,90 pontos. Os bancos registraram alta, com Bankia (+6,9%) e CaixaBank (+3,8%). Em Milão, o índice FTSE MIB teve alta de 2,58%, para 13.302,77 pontos. Hoje, o Tesouro Italiano vendeu 9 bilhões de euros (US$ 11,248 bilhões) em títulos de seis meses, ou BOT, conforme o planejado, embora com um custo maior em comparação com o leilão anterior dos mesmos papéis.

Em Frankfurt, o índice DAX registrou ganho de 1,50%, aos 6.228,99 pontos. E.ON subiu 4,3% após ter seus papéis mais bem avaliados pelo HSBC. Por outro lado, o banco rebaixou as ações da Infineon, que recuou 2,4%.

Em Londres, o índice FTSE-100 subiu 1,41%, aos 5.523,92 pontos, puxado por bancos. HSBC Holding avançou 2,43%, Royal Bank of Scotland Group teve ganho de 2,37% e Barclays registrou alta de 1,9%. BP subiu 1,7% e Royal Dutch Shell avançou 1,4%.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris fechou na máxima, em alta de 1,67%, encerrando a sessão em 3.063,12 pontos, puxado por Société Générale (+3,6%) e Crédit Agricole (+3%).

O índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, terminou o dia com avanço de 1,59%, aos 4.628,96 pontos. O índice ASE, da Bolsa de Atenas, subiu 0,67%, aos 579,69 pontos. As informações são da Dow Jones.

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