Bolsas na Europa fecham em alta após indicação de que EUA vão manter estímulos

Yolanda Fordelone

11 de julho de 2013 | 14h16

Álvaro Campos e Sergio Caldas, da Agência Estado

LONDRES – As bolsas da Europa fecharam em alta nesta quinta-feira, com a única exceção da de Lisboa, impulsionadas por comentários feitos pelo presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, que sugeriu que a política monetária nos EUA continuará acomodatícia no futuro próximo. O índice pan europeu Stoxx 600 ganhou 0,58%, fechando a 296,54 pontos.

Bernanke disse ontem que a taxa dos fed funds deve continuar inalterada por algum tempo, mesmo após o desemprego cair para 6,5%, o “gatilho” estabelecido pelo próprio banco central para a política monetária. “Há bons motivos para mantermos a política acomodatícia se a inflação não subir. A inflação baixa não é boa para a economia, mas acredito que ela vai avançar em direção à nossa meta (de 2%)”, afirmou Bernanke. “Não haverá um aumento automático nos juros quando o desemprego atingir 6,5%”, acrescentou.

Em Portugal, o presidente Aníbal Cavaco Silva rejeitou pedidos para convocar eleições antecipadas e propôs um acordo de “salvação nacional” com os três principais partidos do país. A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, elogiou hoje a oferta feita pelo presidente, mas se recusou a confirmar notícias de que uma visita de inspetores da troica a Lisboa, prevista para a próxima semana, será adiada por causa do recente impasse político.

Na agenda de indicadores econômicos, a taxa de desemprego na Grécia atingiu um recorde de 26,9% em abril. A taxa de desemprego entre os jovens avançou para 57,5%. Na França, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,2% em junho ante maio e avançou 0,9% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Nesse cenário, o índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, fechou em alta de 1,14%, a 8.158,80 pontos. Os destaques de alta foram Lanxess (+3,7%), HeidelbergCement (+3,2%) e ThyssenKrupp (+2,7%). Amanhã os investidores devem ficar de olho nos dados da produção industrial da zona do euro.

Em Paris, o índice CAC-40 ganhou 0,74%, fechando a 3.868,98 pontos. Impulsionada pela alta dos metais, a ArcelorMittal saltou 3,9% no mercado francês. Por outro lado, a Renault caiu 2,1% após ser rebaixada por um analista.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE teve alta de 0,59%, encerrando a sessão a 6.543,41 pontos. Também beneficiadas pelo avanço nos preços dos metais, subiram mineradoras como a Fresnillo (+12,7%), Randgold Resources (+7,2%) e Anglo American (+5,4%).

Em Madri, o índice IBEX-35 terminou o dia com ganho moderado de 0,45%, a 8.030,70 pontos. O setor financeiro espanhol se destacou, com ganhos do Banco Popular (+4,2), Banco de Sabadell (+0,6%) e Santander (+0,4%). Em Milão, após um pregão volátil, o índice FTSE MIB fechou a 15.677,30 pontos, inalterado em relação a ontem. As concessionárias italianas Enel Green Power e A2A recuaram 2,3% e 1,6%, respectivamente. Já a Mediaset, do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, deu um salto de 2,3%.

Na contramão e em meio às incertezas políticas em Portugal, a Bolsa de Lisboa fechou com uma forte baixa de 2,01% no índice PSI 20, a 5.423,29 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires. 

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